Brasil
Introdução: O uso inadequado das radiações ionizantes pode gerar grave iatrogenia. Objetivo: Avaliar conhecimentos e procedimentos de radioproteção em consultórios odontológicos, utilizando um enfoque bioético. Metodologia: E um estudo do tipo transversal. Foram entrevistados 90 odontólogos que efetuavam procedimentos radiológicos em consultórios. Um questionário de perguntas objetivas, pré-testado, foi autorrespondido pelos profissionais. Resultados: A idade média era 39,4 anos e 56,2% eram homens. O tempo médio de exercício da profissão era 15,9 anos. A totalidade dos consultórios se situava em imóveis construídos para outras finalidades e apenas 15,7% tinham algum tipo de radioproteção nas paredes. Informações sobre o tempo de uso do aparelho radiográfico foram fornecidas por 22,5% e 44,9% consideravam-no bom ou ótimo. Os procedimentos eram intraorais (89,9%), utilizando localizadores cilíndricos (69,7%) ou cônicos (13,5%). O uso de equipamentos de proteção individual (EPI) é relatado por 71,9%, com ênfase no avental plumbífero e com o emprego restrito dos demais itens. A vigilância sanitária tinha visitado 78,7% dos estabelecimentos. O controle da exposição às radiações com a utilização de dosímetro foi negado por 83,1%. Foi alta a proporção dos que desconheciam a Portaria n° 453/98 (67,4) e esta não foi influenciada pelo tempo de formatura ou pela visita da fiscalização. Apenas 24,4% eram os que a colocavam em prática. Conclusão: Os resultados encontrados indicam um possível descompromisso ético dos profissionais e do Poder Público com a questão da radioproteção em Odontologia.
Introduction: Improper use of ionizing radiation can cause severe iatrogenic. Objective: To evaluate knowledge and procedures for radioprotection in dental offices, using a bioethical approach. Methodology: In a cross-sectional study were surveyed 90 dentists who practiced radiologic procedures in their clinics. A pre-tested questionnaire with objective questions was self answered by the professionals. Results: The average age was 39.4 years and 56.2% were men. The average time of work experience was 15,9 years. All the offices stood in real estate built for other purposes and 15.7% had some type of radiation protection in the walls. Information about the time of use of radiographic equipment was provided by 22.5% and 44.9% considered it good or excellent. The procedures were intraoral (89.9%) with use of cylindrical (69.7%) or conical locators (13.5%). The use of PPE is reported by 71.9%, with an emphasis on plumbiferous apron and a restricted use of the remaining items. The control of radiation exposure with the use of dosimeter was denied by 83.1%. The health department had visited 78.7% of establishments. The proportion of those who were unaware of the decree 453/98 (67.4%) was high and and this was not influenced by time of graduation or the visit of inspection. Only 24.4% were those who put it into practice. Conclusion: The results indicate a possible ethical disengagement of professionals and government with the radioprotection question in dentistry.
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