Brasil
Oral cancer mortality constitutes an important scientific and social topic, because of its high letality and also by its possibility of the existence of prevention and control methods. Recent papers had shown associations between epidemiologic and demographic indicators, to clarify the diseases distribution in some populations. Objective: to analyse spatial distribution of oral câncer and oropharynx deaths in the State of Santa Catarina, and verify its association with socioeconomic indicators of 8 regions of the State, in the period from 1979 to 2000. Methods: population data were gathered from census performed in 1980, 1991, 1996 and 2000. Census performed in 2000 also gave information with regard to socioeconomic conditions of the 8 regions of the State - Extremo Oeste, Florianópolis, Meio Oeste, Nordeste, Planalto Norte, Sul, Vale do Itajaí e Lages: percent of urban population, percent of illiteracy rate, percent of more than 4 years of schooling, percent homes connected to water, per-cent persons connected to water, percent homes with garbage collection, and percent persons with garbage collection. Correlation test was carried out to verify the relationship among the studied variables, at a 55 of level of significance. This study only gathered non-primary data and literature. Results: percent of urban population didn ́t show association with oral and oropahrynx mortality coefficients in the State of Santa Catarina. All the other indicators (percent of illiteracy rate, percent of more than 4 years of schooling, percent homes connected to water, percent persons connected to water, percent homes with garbage collection, and percent persons with garbage collection) have shown positive correlation, but not significant, with mortality.
A mortalidade por câncer bucal constitui objeto de extrema relevância social e científica, seja por sua alta letalidade, seja porque existem meios de prevenção e controle. Pesquisas recentes tendem a associar indicadores epidemiológicos com indicadores sociodemográficos, com o intuito de esclarecer melhor a distribuição de doença em populações. Objetivo: analisar a distribuição espacial dos óbitos por câncer bucal e de orofaringe no Estado de Santa Catarina, associando-os com os índices de desenvolvimento social das oito macrorregiões do Estado, no período de 1979 a 2000. Métodos: os dados populacionais para o cômputo de coeficientes foram coletados dos censos de 1980, 1991, 1996 e 2000, por meio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os indicadores de condição socioeconômica das oito macrorregiões do Estado de Santa Catarina – Extremo Oeste, Florianópolis, Meio-Oeste, Nordeste, Planalto Norte, Sul, Vale do Itajaí e Lages – foram calculados com base em informação do censo de 2000 em recenseamentos gerais de população: porcentagem de pessoas moradoras da zona urbana, porcentagem de habitantes alfabetizados em cada macrorregião, porcentagem de pessoas com mais de quatro anos de estudo, porcentagem de domicílios com acesso à água de abastecimento proveniente da rede geral, porcentagem de pessoas com acesso à água proveniente da rede geral, porcentagem de domicílios com acesso à coleta de lixo, bem com porcentagem de pessoas com acesso à coleta de lixo. Realizou-se teste de correlação para verificar oe relacionamento entre as variáveis. Utilizou-se nível de significância de 5%. A pesquisa envolveu o estudo documental de dados secundários e de literatura. Resultados: a porcentagem de moradores na zona urbana não mostrou correlação com os coeficientes de mortalidade por câncer bucal e orofaríngeo no Estado. Todos os outros indicadores (proporção de população residente em zona urbana, proporção de pessoas alfabetizadas, proporção de habitantes com mais de quatro anos de estudo, acesso à água da rede geral, segundo morador e segundo domicílio, e, finalmente, acesso à coleta de lixo domiciliar, segundo morador e segundo domicílio) apresentaram correlação positiva, porém não significativa, com relação à mortalidade.
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