Introdução: A capacidade funcional e a força muscular de membros inferiores são parâmetros fundamentais na avaliação de pacientes pós-cirurgia cardíaca. Entretanto, o Duke Activity Status Index (DASI) e o teste de sentar e levantar de 1 minuto (TSL1), instrumentos de avaliação dessas variáveis, são subexplorados na literatura, apesar de possuírem validação, baixo custo e aplicabilidade clínica. Objetivo: Investigar a relação entre a pontuação DASI com o desempenho no TSL1 em pacientes pós-cirurgia cardíaca candidatos a um programa de reabilitação cardíaca (RC), assim como avaliar, através dos pontos de corte do DASI, o comprometimento clínico da amostra e realizar estratificação de risco para novos eventos cardiovasculares. Método: Estudo transversal conduzido com pacientes submetidos à cirurgia cardíaca candidatos a um programa de RC (Fase 2) de um hospital universitário. Resultados: A amostra foi composta por 40 sujeitos (61,05 ± 7,2 anos, 31 homens). A pontuação DASI foi de 33,41 ± 8,8 pontos e o desempenho no TSL1 foi de 12,5 ± 4,9 repetições (43,22% do predito). Houve correlação positiva e moderada entre a pontuação DASI e o desempenho no TSL1 (r=0,389; p=0,013). 62,5% da amostra apresentou comprometimento clínico moderado e 60% risco elevado de novos eventos cardiovasculares. Conclusão: Nossos achados sugerem que pacientes com nível mais elevado de capacidade funcional percebida apresentam um melhor desempenho no TSL1. Ademais, ratifica a relevância da utilização desses instrumentos na prática clínica, pois são importantes ferramentas de triagem para direcionar intervenções no tratamento do paciente.
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