Brasil
Resumo: Nossa sociedade é construída por meio da palavra e da narrativa. A linguagem é constitutiva dos sujeitos e, por meio dela, compreendemos o mundo e compartilhamos sentidos e emoções. Assim, se pela lingua(gem) (re)produzimos discursos, ao refletirmos com e sobre ela, também podemos transformá-los, afetando o olhar a respeito de nós e do outro. Além de a literatura ser um direito, ela representa um papel essencial nos processos de subjetivação, evidenciando movimentos discursivos, coletivos e subjetivos. Sob esse cenário, nosso objetivo neste artigo é usar a Linguística Aplicada como o modus operandi da ciência que aborda a lingua(gem) em sua relação com a sociedade, na qual o envolvimento e compromisso com reflexões e ações reverberam transformações sociais e consideração à diversidade. Além disso, apresentamos uma breve discussão acerca do que é (ou que deveria ser) a “prática de análise linguística/semiótica” (PAL/S) no contexto da aula de Língua Portuguesa na Escola Básica, visando ao diálogo acerca deste trabalho no Brasil. Entendemos que este texto pode contribuir para a consolidação de pesquisas em Linguística Aplicada à luz dos escritos bakhtinianos, além de cooperar com as discussões a respeito da ressignificação das práticas de ensino e aprendizagem de língua portuguesa na escola.
Palavras-chave: Prática de Análise Linguística/Semiótica, Ensino e Aprendizagem de Língua Portuguesa, Literatura, Leitura e Escrita.
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