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Quadrinhos de guerra e olhar colonial: teorizando o visual nas Relações Internacionais

    1. [1] Universidade Federal da Bahia

      Universidade Federal da Bahia

      Brasil

  • Localización: Desafíos, ISSN 0124-4035, ISSN-e 2145-5112, Vol. 37, Nº. 2, 2025 (Ejemplar dedicado a: Elecciones Subnacionales)
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • El cómic de guerra y la mirada colonial: teorizando lo visual en las relaciones internacionales
    • War Comics and the Colonial Gaze: Theorizing the Visual in International Relations
  • Enlaces
  • Resumen
    • español

      ¿Cómo los cómics, con sus elementos visuales, (re)producen perspectivas coloniales sobre los conflictos internacionales? El giro estético en las relaciones internacionales se basa en la premisa de que los artefactos visuales — como imágenes, películas, videos, cómics y performances — dan forma a la política internacional, así como a nuestra comprensión de los fenómenos internacionales y nuestras reacciones ante ellos. En este campo, los cómics emergen como un importante sitio analítico donde se entrelazan los fenómenos internacionales y la opinión pública, ya sea porque representan eventos y situaciones a través de la combinación de imagen y texto; o porque (re)producen sesgos y prejuicios en su estructura, algunos de los cuales se basan en perspectivas coloniales. En este artículo, buscamos proporcionar caminos teóricos para comprender los significados de lo visual y sus conexiones con lo internacional desde una perspectiva poscolonial. Además, realizamos un breve estudio de caso sobre el conflicto israelí-palestino, utilizando el cómic Palestina, de Joe Sacco, y los aportes metodológicos de la interpretación compositiva. Los aportes teóricos presentados en el artículo demuestran que incluso las narrativas contrahegemónicas reproducen la mirada colonial a través de representaciones visuales al negar la agencia de los individuos subalternos, fosilizar su imagen en torno a una concepción occidentalizada de lo que es el subalterno auténtico y abogar por una redención occidental similar a las misiones evangelizadoras.

    • English

      How do comics, with their visual elements, (re)produce colonial perspectives on international conflicts? The aesthetic turn in International Relations is based on the premise that visual artifacts — such as images, films, videos, comics, and performances — shape international politics, as well as our understanding of international phenomena and our reactions to them. In this field, comics emerge as an important analytical site where international phenomena and public opinion intertwine, either because they represent events and situations through the combination of image and text; or because they (re)produce biases and prejudices in their structure, some of which are based on colonial perspectives. In this article, we seek to provide theoretical paths to understand the meanings of the visual and its connections with the international from a postcolonial perspective. In addition, we conduct a brief case study on the Israeli-Palestinian conflict, using the comics Palestine, by Joe Sacco, and the methodological contributions of compositional interpretation. The theoretical contributions presented in the article demonstrate that even counter-hegemonic narratives reproduce the colonial gaze through visual representations by denying the agency of subaltern individuals; fossilizing their image around a Westernized conception of what the authentic subaltern is; and advocating for a Western redemption similar to evangelizing missions.

    • português

      O objetivo deste texto é identificar como as histórias em quadrinhos, por meio de seus elementos visuais, (re)produzem olhares coloniais sobre os conflitos internacionais. O giro estético nas Relações Internacionais parte da premissa de que os artefatos visuais — como imagens, filmes, vídeos, quadrinhos e performances — moldam a política internacional, bem como nossa compreensão dos fenômenos internacionais e nossas reações a eles. Nesse campo, os quadrinhos emergem como um importante sítio analítico de entrelaçamento entre os fenômenos internacionais e a opinião pública, seja porque representam eventos e situações mediante a combinação imagem-texto, seja porque (re)produzem, em sua estrutura, vieses e preconceitos — alguns deles fundados em olhares coloniais. Neste artigo, propomos caminhos teóricos para compreender os significados do visual e suas conexões com o internacional a partir de uma perspectiva pós-colonial. Ademais, realizamos um breve estudo de caso sobre o conflito israelo-palestino, com base nos quadrinhos Palestina, de Joe Sacco, e os aportes metodológicos de interpretação composicional. Os referenciais teóricos aqui desenvolvidos demonstram que, mesmo em narrativas contra-hegemônicas, o olhar colonial pode ser reproduzido por meio das representações visuais que negam a agência dos indivíduos subalternizados, fossilizam sua imagem em torno de uma concepção ocidentalizada do que é o subalterno autêntico, além de advogarem uma redenção ocidental semelhante às missões evangelizadoras.


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