Objetivo: analizar las relaciones y prácticas de sociabilidad dentro de la Real Cárcel de Corte de Santafé, para conocer los usos y funcionamiento de la institución en el siglo XVIII, a partir del análisis de una fuga que ocurrió en 1773. Metodología: lo anterior se realiza mediante la lectura, la descripción y el análisis de procesos criminales que muestran dinámicas de vida y formas de apropiación del espacio carcelario por parte de los presos. A lo largo del artículo, se toma como eje central de análisis el escape del reo Ignacio Varela de la Cárcel de Corte. Originalidad: el estudio de las cárceles durante el Antiguo Régimen constituye un tema novedoso en la historiografía colombiana y latinoamericana, que pretende ir más allá de la definición de las cárceles del siglo XVIII, establecida por los estudios de historia judicial y del derecho, y se basa en la historia social para reconstruir formas de vida y prácticas de relacionamiento de quienes habitaron estos espacios de reclusión. Conclusiones: el análisis muestra la complejidad social de los presos y los trabajadores de la cárcel, cuestiona la idea de una institución rígida y controlada y rastrea la manera como las relaciones sociales, el poder, la comunicación y las prácticas se resistencia configuraron una realidad carcelaria que se alejaba de las normativas impuestas por la Corona y respondía más a la negociación del poder y las relaciones sociales de quienes las frecuentaban.
Objective: To analyze the relationships and practices of sociability within the Royal Santafé Court Prison, to understand the uses and functioning of the institution in the 18th century, and to analyze the agency of the prisoners and the prison workers, based on the analysis of an escape that occurred in 1773. Methodology: The above is done through the reading, description, and analysis of criminal cases that show dynamic ways of life and ways in which prisoners appropriated prison space. Throughout the article, the central axis of analysis is the escape of prisoner Ignacio Varela from the Court Prison. Originality: The study of prisons during the Ancien Régime constitutes a novel topic in Colombian and Latin American historiography, which aims to go beyond the definition of 18th-century prisons established by studies of judicial and legal history, and is based on social history to reconstruct ways of life and relationship practices of those who inhabited these spaces of confinement. Conclusions: The analysis shows the social complexity of prisoners and prison workers, questions the idea of a rigid and controlled institution and traces the way in which social relations, power, communication and resistance practices shaped a prison reality that moved away from the regulations imposed by the Crown and responded more to the negotiation of power and the social relations of those who frequented it.
Objetivo: analisar as relações e práticas de sociabilidade no interior da Prisão da Corte Real de Santafé, com o objetivo de compreender os usos e o funcionamento da instituição no século XVIII, a partir da análise de uma fuga ocorrida em 1773. Metodologia: essa análise é realizada por meio da leitura, descrição e análise de processos penais que revelam modos de vida dinâmicos e formas de apropriação do espaço prisional pelos presos. Ao longo do artigo, toma-se como eixo central de análise a fuga do preso Ignacio Varela da Cadeia da Corte. Originalidade: o estudo das prisões durante o Antigo Regime constitui um tema inédito na historiografia colombiana e latino americana. Busca-se ir além da definição de prisões do século XVIII estabelecida pelos estudos de história judicial e direito, e parte-se da história social para reconstruir modos de vida e práticas de relacionamento daqueles que habitaram esses espaços de confinamento. Conclusões: a análise evidencia a complexidade social dos presos e dos trabalhadores da prisão, análise evidencia a complexidade social dos presos e trabalhadores do sistema prisional, questiona a ideia de uma instituição rígida e controlada e traça a maneira como as relações sociais, o poder, a comunicação e as práticas de resistência moldaram uma realidade prisional que se distanciou das normas impostas pela Coroa e respondeu mais à negociação de poder e às relações sociais de quem a frequentava.
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