México
La cartografía es una herramienta de control que prioriza el interés de poder sobre realidades culturales y naturales y que, lejos de ser neutral, refleja decisiones políticas que influyen en la organización del espacio. Así mismo, la cartografía definida por un enfoque androcéntrico excluye a las mujeres, incide en la distribución inequitativa del poder y omite las violencias de género en los territorios, por lo cual la exclusión de experiencias de las mujeres refuerza las desigualdades en ámbitos como la vida cotidiana, las labores de cuidado y la apropiación del territorio. En esta investigación se analizan las experiencias de inseguridad que enfrentan las mujeres en los espacios públicos de la Unidad Habitacional Infonavit Amalucan. La metodología se basó en contramapeos elaborados a partir de las narrativas de las mujeres para reconocer su experiencia en espacios públicos alrededor de las viviendas, con el objetivo de aplicarlos para explicar la inseguridad y las resistencias de las mujeres en los espacios públicos de las unidades habitacionales. Los resultados evidencian las diferencias entre la cartografía participativa con grupos mixtos y el contramapeo, ya que este último puso de relieve la inseguridad en los espacios públicos alrededor de las viviendas y las estrategias de resistencia para realizar actividades cotidianas y de cuidado. La conclusión principal plantea que el contramapeo es una herramienta potencial para revalorar las experiencias omitidas en la cartografía con enfoque androcéntrico, ya que permite evidenciar la inseguridad y los miedos experimentados por las mujeres en los espacios públicos.
A cartografia é um instrumento de controlo que dá prioridade aos interesses do poder sobre as realidades culturais e naturais e, longe de ser neutra, reflecte as decisões políticas que influenciam a organização do espaço. Da mesma forma, a cartografia definida por uma abordagem androcêntrica exclui as mulheres, influencia a distribuição desigual do poder e omite a violência de género nos territórios, pelo que a exclusão das experiências das mulheres reforça as desigualdades em áreas como a vida quotidiana, o trabalho de cuidados e a apropriação do território. Esta pesquisa analisa as experiências de insegurança enfrentadas pelas mulheres nos espaços públicos da Unidade Habitacional Infonavit Amalucan. A metodologia baseou-se em contra-mapas elaboradas a partir e narrativas das mulheres para reconhecer suas experiências nos espaços públicos do entorno das casas, com o objetivo de explicar a insegurança e a resistência das mulheres nos espaços públicos das unidades habitacionais. Os resultados mostram as diferenças entre o mapeamento participativo com grupos mistos e o contra-mapeamento, este último evidenciando a insegurança nos espaços públicos do entorno das unidades habitacionais e as estratégias de resistência para a realização das atividades cotidianas e de cuidado. A principal conclusão é que o contra-mapeamento é uma ferramenta potencial para reavaliar as experiências omitidas no mapeamento quantitativo com abordagem androcêntrica, pois evidenciam a insegurança e os medos vivenciados pelas mulheres no espaço público.
Cartography is a control tool that prioritizes the interests of power over cultural and natural realities and, far from being neutral, it reflects political decisions that influence the organization of space. Likewise, cartography defined by an androcentric approach excludes women, influences the inequitable distribution of power and omits gender violence in the territories, thereforehe exclusion of women's experiences reinforces inequalities in areas such as daily life, care work and territorial appropriation. This research analyzes the experiences of insecurity faced by women in public spaces in the Unidad Habitacional Infonavit Amalucan. The methodology was based on counter-mappings elaborated from women’s narratives to recognize their experiences in public spaces around the houses, with the aim to explain the insecurity and resistance of women in the public spaces of the housing units. The results show the differences between participatory mapping with mixed groups and counter-mapping, the latter highlighting insecurity in public spaces around housing units and resistance strategies to carry out daily activities and care. The main conclusion is that counter-mapping is a potential tool to reassess the experiences omitted in quantitative mapping with an androcentric approach as they provide evidence of the insecurity and fears experienced by women in public spaces.
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