Brasil
Este estudo analisa o identitarismo sob a influência da cultura pós-moderna, como uma armadilha do capitalismo tardio, sob a hegemonia neoliberal, que captura as lutas antiopressão e as refuncionaliza para manter as estruturas de poder capitalistas, enfraquecendo a classe trabalhadora e impedindo sua resistência ao neoliberalismo. Outrossim, objetivamos também refletir acerca de alguns equívocos historicamente cometidos em relação às lutas antiopressão e sua importância na luta de classes. Apontamos que os chamados grupos minoritários, na verdade, formam a maioria da classe trabalhadora, cujas identidades de cor, raça, gênero, etnia e sexualidade são historicamente construídas e estão intimamente relacionadas às relações de produção. A partir do Materialismo Histórico-Dialético, da pesquisa bibliográfica e documental, o estudo reflete sobre a necessidade do Serviço Social, como profissão comprometida com a construção de uma ordem societária divergente e fundamentada no Projeto Ético-Político, em articulação com a esquerda e outros profissionais comprometidos com as classes subalternas, disputarem a subjetividade da classe trabalhadora, incorporando as demandas da luta antiopressão, unificando-as e politizando-as, para que se tornem, fundamentalmente, anticapitalistas e, portanto, sejam capazes de fortalecer a luta do trabalho.
© 2001-2026 Fundación Dialnet · Todos los derechos reservados