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Leitura e Literatura na infância: De uma arte humanizadora a um direito da criança

    1. [1] Instituto Politécnico de Viana do Castelo

      Instituto Politécnico de Viana do Castelo

      Viana do Castelo (Monserrate), Portugal

    2. [2] Escola Superior de Educação de Lisboa
  • Localización: e-Letras Com Vida: Revista de Estudos Globais: Humanidades, Ciências e Artes, ISSN-e 2184-4097, Nº. 14, 2025 (Ejemplar dedicado a: Right to Literature), págs. 86-99
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • Reading and Literature in childhood: From a humanizing art to a fundamental child’s right
  • Enlaces
  • Resumen
    • português

      Tomando como referência o conceito candidiano de Literatura, como arte humanizadora e direito inalienável de qualquer ser humano, este artigo tem como objetivo destacar o lugar da Literatura para a Infância enquanto instrumento de liberdade tal-qualmente essencial à criança e o momento da leitura literária como experiência livre e fruitiva inerente ao seu desenvolvimento pessoal e social — senão holístico ou integral. Encarando-a como um direito, a par da Educação, debatem-se aspetos relativos ao seu valor estético e formativo no estímulo do pensamento criativo, crítico e reflexivo dos seus potenciais recetores, bem como na sua compreensão do mundo, de si e do(s) Outro(s). Partindo de um conspecto teórico-crítico em torno desses mesmos conceitos e do potencial humanizador da Literatura, analisam-se as conceções de educadores de infância com vista à discussão dos limites e das potencialidades da leitura e da formação literária da criança desde mais tenra idade, defendendo um trabalho estruturado e uma consciencialização destes profissionais enquanto mediadores com responsabilidade quer na seleção de textos marcados por critérios de qualidade quer nas finalidades com que os propõem. 

    • English

      Using Cândido’s concept of Literature as a reference — as a humanizing art and an inalienable right of every human being — this article aims to highlight the role of Children’s Literature as a tool for freedom, just as essential to the child, and to consider literary reading as a free and pleasurable experience inherent to their personal and social — if not holistic or integral — development. By treating it as a right, alongside Education, the article discusses aspects of its aesthetic and formative value in fostering creative, critical, and reflective thinking in its potential readers, as well as in their understanding of the world, of themselves, and of Others. Based on a theoretical-critical overview of these concepts and the humanizing potential of Literature, the paper analyzes early childhood educators’ conceptions, aiming to discuss the limits and potential of reading and literary formation from an early age. It advocates for a structured approach and awareness among these professionals as mediators, responsible both for selecting texts based on quality criteria and for the purposes with which they present them.

       


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