Brasil
Este artigo tem como objetivo analisar a representação dos animais malignos em um dos códices iluminados do Comentário ao Apocalipse, atribuído ao monge hispânico Beato de Liébana (730-785) – Códice de Lorvão (1189). Traremos aqui de duas práticas culturais que se cruzam dentro desse códice, a escrita e a imagem, e de como a apropriação dos animais pela exegese apocalíptica se estrutura dentro dos arranjos figurativos dessas iluminuras. Estaremos atentos aos aspetos materiais da inserção da miniatura na página, a estrutura, o arranjo relativo dos elementos figurativos, seres humanos e animais, seu tamanho, seus gestos, a escolha e distribuição de cores os modos de inserção de escritos na imagem e inversamente a relação entre imagem e texto que acompanha ou introduz.
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