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A malungagem em Louças de Família de Eliane Marques

    1. [1] Universidade Federal de Santa Catarina

      Universidade Federal de Santa Catarina

      Brasil

  • Localización: ÑEMITỸRÃ: Revista Multilingüe de Lengua, Sociedad y Educación, ISSN-e 2707-1642, ISSN 2707-1634, Vol. 7, Nº. 1, 2025 (Ejemplar dedicado a: ÑEMITỸRÃ - Revista Multilingüe de Lengua, Sociedad y Educación), págs. 68-75
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • The malungaje in Louças de família [Family crockery] by Eliane Marques
  • Enlaces
  • Resumen
    • English

      “Malungagem” is a concept developed by critic and professor Jerome Branche to reflect on resistance and survival in the contexto of African slavery, signifying a “first principle for the discursive imaginary of the diaspora” as well as “a broad foundational ‘counterdiscursive’ trope for black cultural politics and political action. The term “malungo” spread in different ways in Brazil, having named the largest quilombo in the state of Pernambuco at the beginning of the 19th century, Quilombo do Malunguinho,and has become current in the field of Brazilian culture since then. It’s dissemination coincides with the emergence of black consciousness in the United States in the 18th century, resulting in the differente forms of quilombism experienced in the Americas. In the essay “Malungaje: toward a poetics of diaspora” (2009; 2015; 2024), the author expands the notion of malungo (term of Bantu origin) in the form of a concept that, in its translocal registers and variations and in its political dimensions, includes “ideas of intersubjectivity, mutual recognition and subaltern solidarity”. Thus, in a transgenerational and transracial perspective, we read the concept of malungagem in this work to think about the novel Louças de família (2023), by Eliane Marques, since it rewrites against the grain the history of Afro-descendants on the border of the extreme south of Brazil with Uruguay, from slavery to the present time. Philosopher Achille Mbembe’s concepts of black reason and brutalism are also brought to the fore, seen as possible political extensions and theoretical counterpoints to the concept of malungagem.

    • português

      “Malungagem” é um conceito desenvolvido pelo crítico e professor Jerome Branche para refletir sobre a resistência e a sobrevivência no contexto da escravidão africana, significando um “primeiro princípio para o imaginário discursivo da diáspora”, bem como “um amplo tropo fundacional ‘contradiscursivo’ para a política cultural e para a ação política negras”. O termo “malungo” se disseminou de diversas formas no Brasil, tendo batizado o maior quilombo do estado de Pernambuco no início do século XIX, o Quilombo do Malunguinho, e se tornado corrente no campo da cultura brasileira desde então. Sua disseminação coincide com a emergência da consciência negra nos Estados Unidos no século XVIII, tendo resultado nos diferentes modos de quilombismo experimentados nas Américas. No ensaio “Malungagem: para uma poética da diáspora africana” (2009; 2015; 2024), o autor expande a noção de malungo (termo de origem banto) sob a forma de um conceito que, em seus registros e variações translocais e em suas dimensões políticas, inclui “ideias de intersubjetividade, reconhecimento mútuo e solidariedade subalterna”. Assim, em recorte transgeracional e trans-racial, lemos o conceito de malungagem neste trabalho para pensar o romance Louças de família (2023), de Eliane Marques, uma vez que nele é reescrita a contrapelo a história dos afrodescendentes na fronteira do extremo sul do Brasil com o Uruguai, da escravidão ao tempo presente. Também são trazidos à baila os conceitos de razão negra e de brutalismo do filósofo Achille Mbembe, vistos enquanto possíveis extensões políticas e contrapontos teóricos ao conceito de malungagem.


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