El objetivo es identificar los factores que determinan el acceso a los servicios de salud de los inmigrantes venezolanos dedicados al trabajo sexual en Colombia desde una perspectiva bioética, para lo cual se desarrolló una investigación cualitativa con un enfoque hermenéutico interpretativo. Para la recopilación de la información se utilizaron entrevistas semiestructuradas, se realizaron 55, de las cuales el 60 % fue a hombres cisgénero; el 31 %, mujeres cisgénero, y el restante 9 %, mujeres transgénero; el 89 % de estos no se encuentra afiliado al Sistema General de Seguridad Social en Colombia, y solo el 11 % tiene algún tipo de afiliación. El 69 % de los entrevistados se encuentra de manera irregular en el país, solo un 31 % está regularizado. Se identificaron cuatro ámbitos en que se evidencian limitantes para el acceso a los servicios de salud, a saber, el Sistema General de Seguridad Social en Salud (SGSSS), el institucional, el social y el personal, donde se presentan barreras que van desde la solicitud de documentos de identificación a los inmigrantes para ser atendidos hasta actitudes xenófobas por parte de los profesionales de la salud. Para los inmigrantes venezolanos dedicados al trabajo sexual el estatus migratorio irregular se constituye en la mayor dificultad para el acceso a la salud. Sin embargo, a esta barrera se suman otros aspectos de índole personal, social e institucional que complejizan su situación, especialmente por el estigma y la discriminación vincula- dos con el ejercicio del sexo transaccional, las prácticas sexuales y la nacionalidad de los inmigrantes.
The aim is to identify the factors determining access to health services for Venezuelan immigrants engaged in sex work in Colombia from a bioethical perspective, for which qualitative research was conducted with an interpretative hermeneutic approach. Semi-structured interviews were used for data collection, 55 of which were conducted, with 60 % being cisgender men, 31 % cisgender women, and the remaining 9 % transgender women; 89 % of these individuals are not affiliated with the General System of Social Security in Colombia, with only 11 % having some form of affiliation. 69 % of the interviewees are irregularly present in the country, with only 31 % being regularized. Four areas were identified where limitations to access health services are evident, namely the General System of Social Security in Health (SGSSS), the institutional, social, and personal spheres, where barriers range from the requirement of identification documents for immigrants to be attended to xenophobic attitudes from healthcare professionals. For Venezuelan immigrants engaged in sex work, irregular migratory status constitutes the greatest difficulty in accessing healthcare. However, this barrier is compounded by other personal, social, and institutional aspects that further complicate their situation, especially due to the stigma and discrimination associated with transactional sex, sexual practices, and immigrant nationality.
O objetivo é identificar os fatores que determinam o acesso aos serviços de saúde dos imigrantes venezuelanos dedicados ao trabalho sexual na Colômbia, desde uma perspectiva bioética. Para isso, foi desenvolvida uma pesquisa qualitativa com um enfoque hermenêutico interpretativo. Para a coleta de informações, foram utilizadas entrevistas semiestruturadas, totalizando 55 entrevistas, das quais 60 % foram com homens cisgênero, 31 % com mulheres cisgênero e 9 % com mulheres transgênero. Do total, 89 % não estão afiliados ao Sistema Geral de Segurança Social na Colômbia, e apenas 11 % possuem algum tipo de afiliação. Dos entrevistados, 69 % estão de forma irregular no país, enquanto apenas 31 % estão regularizados. Foram identificados quatro âmbitos que apresentam limitações para o acesso aos serviços de saúde: o Sistema Geral de Segurança Social em Saúde (SGSSS), o institucional, o social e o pessoal. As barreiras vão desde a exigência de documentos de identificação para atendimento até atitudes xenófobas por parte dos profissionais de saúde. Para os imigrantes venezuelanos dedicados ao trabalho sexual, o status migratório irregular é a maior dificuldade para o acesso à saúde. No entanto, além dessa barreira, outros aspectos de ordem pessoal, social e institucional complicam ainda mais a situação, especialmente devido ao estigma e à discriminação vinculados ao trabalho sexual, às práticas sexuais e à nacionalidade dos imigrantes.
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