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Dias da Silva, Acir
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Brasil
Una parte considerable de las manifestaciones de la fe brasileña son ritos y festividades populares resultantes del cristianismo católico mezclado con elementos de la religiosidad nativa y africana. Sin embargo, muchas de estas construcciones, a lo largo de la historia, han sufrido procesos de borramiento y demonización, principalmente con la intención de defender un rostro europeo, blanqueado y colonialista de Cristo. Este estudio pretende trazar un contrapunto a esta visión europea, defendiendo a un Jesús popular y carnavalizado, presente desde el cristianismo primitivo y rescatado por la cultura y el arte popular. Para ello, presenta como síntesis de una resistencia negra y popular, la mitopoética de Arthur Bispo do Rosário, un artista negro y segregado que decía ser Jesucristo y que debía representar el mundo ante el creador a través de un inventario artístico. En este propósito se utilizan como sustento teórico los aportes de House (2020), Bakhtin (1982), Simas (2020), Dantas (2009) e Hidalgo (1996).
A considerable part of the manifestations of Brazilian faith are popular rites and festivities resulting from a Catholic Christianity mixed with elements of native and African religiosity. However, many of these constructions, throughout history, have suffered processes of erasure and demonization, mainly with the intention of defending a European, whitened and colonialist face of Christ. This study intends to draw a counterpoint to this European vision, defending a popular and carnivalized Jesus, present since primitive Christianity and rescued by popular culture and art. In order to do so, it presents as a synthesis of a black and popular resistance, the mythopoetics of Arthur Bispo do Rosario, a black and segregated artist who claimed to be Jesus Christ and who should represent the world to the creator through an artistic inventory. In this intention, the contributions of House (2020), Bakhtin (1982), Simas (2020), Dantas (2009) and Hidalgo (1996) are used as theoretical support.
Parte considerável das manifestações de fé brasileira são ritos populares e folguedos resultantes de um cristianismo católico mesclado a elementos da religiosidade nativa e africana. No entanto, muitas dessas construções, ao longo da história, sofreram processos de apagamento e demonização, principalmente na intenção de se defender uma face europeia, embranquecida e colonialista do Cristo. Este estudo pretende traçar um contraponto a essa visão europeia, defendendo um Jesus popular e carnavalizado, presente desde o cristianismo primitivo e resgatado pela cultura e arte popular. Para tanto, apresenta como síntese de uma resistência preta e popular, a mitopoética de Arthur Bispo do Rosário, artista preto e segregado que dizia ser Jesus Cristo e que deveria representar o mundo ao criador por meio de um inventário artístico. Nessa intenção, utiliza-se como aporte teórico as contribuições de House (2020), Bakhtin (1982), Simas (2020), Dantas (2009) e Hidalgo (1996).
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