China
El presente trabajo estudia el tema de civilizacion y barbarie latente en El Sur, cuento de Jorge Luis Borges. Enfocándose en la perspectiva histórica, se analizan el discurso político-geográfico de la élite argentina sobre los indios y el imaginario geopolítico de “el Sur” en la segunda mitad del siglo XIX. El protagonista del cuento, Juan Dalhmann se identifica como heredero de este discurso basado en los valores europeos como el único patrón de una civilización universal. Dalhmann interpreta la diferencia de la geografía que encuentra en su viaje hacia el Sur como un anacronismo en el orden temporal, practicando el “denial of coevalness”. El Sur es para él el espacio del Otro. El duelo al final de la historia entre Dalhmann y el hombre de “rasgos achinados” es una manifestación de la contradicción ineludible cuando Dalhmann se convierte en el nuevo civilizador de la modernidad.
Este artigo estuda o tema da civilização e da barbárie latente no conto El Sur, de Jorge Luis Borges. Com foco na perspectiva histórica, analisa o discurso político-geográfico da elite argentina sobre os índios e o imaginário geopolítico do "Sul" na segunda metade do século XIX. O protagonista da história, Juan Dalhmann, identifica-se como o herdeiro desse discurso baseado nos valores europeus como o único padrão de uma civilização universal. Dalhmann interpreta a diferença geográfica que encontra em sua viagem ao Sul como um anacronismo na ordem temporal, praticando a "negação da contemporaneidade". Para ele, o Sul é o espaço do Outro. O duelo no final da história entre Dalhmann e o homem com "feições inclinadas" é uma manifestação da contradição inevitável quando Dalhmann se torna o novo civilizador da modernidade.
This paper studies the theme of civilization and barbarism in El Sur, a short story by Jorge Luis Borges. Focusing on the historical perspective, it analyzes the political-geographical discourse of the Argentine elite on the Indians and the geopolitical imaginary of "the South" in the second half of the nineteenth century. The protagonist of the story, Juan Dalhmann, identifies himself as heir to this discourse based on European values as the only pattern of a universal civilization. Dalhmann interprets the difference in geography he encounters on his journey to the South as an anachronism in the temporal order, practicing the "denial of coevalness". The South is for him the space of the Other. The duel at the end of the story between Dalhmann and the man with indian face is a manifestation of the inescapable contradiction when Dalhmann becomes the new civilizer of modernity.
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