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Colombia
Objetivo: analizar los significados y usos que misioneros e indígenas, tanto católicos como evangélicos, le asignaron al intercambio, posesión y consumo de ciertos objetos en sus respectivos proyectos de evangelización en Vaupés y Guainía en dos momentos históricos distintos. El primer momento abarca desde la llegada de los misioneros montfortianos al Vaupés en 1914 hasta su partida en 1949 y el segundo comienza con la llegada de misioneros evangélicos afiliados a New Tribes Mission en 1944 y finaliza en 2009, cuando se recopilaron testimonios indígenas sobre los procesos de evangelización. Metodología: este artículo utiliza trabajo de archivo, publicaciones periódicas de los misioneros, testimonios e historia oral para dar cuenta de las representaciones que misioneros e indígenas construyeron sobre las dimensiones materiales de los procesos de evangelización. Originalidad: la historiografía existente sobre misiones en Colombia analiza por separado las misiones católicas y evangélicas; por el contrario, este artículo compara en un mismo caso de estudio los proyectos liderados por misioneros católicos y evangélicos a partir de sus dimensiones materiales y el intercambio de objetos. Este enfoque en la materialidad de las misiones nos permite aproximarnos tanto a las diferencias como a las similitudes que existieron entre los proyectos de evangelización de misioneros católicos y evangélicos en la Amazonia colombiana. Conclusiones: mientras los misioneros montfortianos se insertaron en las redes de intercambio material existentes en Vaupés para lograr “reducir” y captar la mano de obra indígena, los misioneros evangélicos condenaron la posesión e intercambio de objetos y mercancías con los colonos, asociándolo con lo mundano. Por último, las formas de materialidad desarrolladas por católicos y evangélicos entraron en tensión con las ontologías indígenas, que cuestionaban concepciones y fronteras rígidas entre personas y cosas, sujetos y objetos.
Objective: To analyze the meanings and uses that missionaries and indigenous people, both Catholic and Evangelical, assigned to the exchange, possession and consumption of certain objects in their respective evangelization projects in Vaupés and Guainía at two different historical moments. The first moment covers the period from the arrival of the Montfortian missionaries to Vaupés in 1914 until their departure in 1949, while the second moment begins with the arrival of evangelical missionaries affiliated with New Tribes Mission in 1944 and ends in 2009 when indigenous testimonies about the evangelization processes were collected. Methodology: This article draws on archival work, periodical publications by the missionaries, testimonies and oral history in order to account for the representations that missionaries and indigenous people constructed about the material dimensions of the evangelization processes. Originality: The existing historiography about missions in Colombia analyzes Catholic and evangelical missions separately. On the contrary, this article compares in the same case study the projects led by Catholic and Evangelical missionaries based on their material dimensions and the exchange of objects. This focus on the materiality of the missions allows us to approach both the differences and the similarities that existed between the evangelization projects of Catholic and Evangelical missionaries in the Colombian Amazon. Conclusions: While Montfortian missionaries inserted themselves into the material exchange networks existing in Vaupés to “reduce” and capture indigenous labor, the Evangelical missionaries condemned the possession and exchange of objects and goods with colonos, associating it with the mundane. Finally, this article shows how the ways of conceiving materiality developed by Catholics and Evangelicals came into tension with indigenous ontologies, which questioned rigid conceptions and boundaries between people and things, subjects and objects.
Objetivo: analisar os significados e usos que missionários e indígenas, tanto católicos quanto evangélicos, atribuíram à troca, posse e consumo de certos objetos em seus respectivos projetos de evangelização em Vaupés e Guainía em dois momentos históricos distintos. O primeiro momento abrange desde a chegada dos missionários monfortianos a Vaupés em 1914 até sua partida em 1949, e o segundo momento começa com a chegada dos missionários evangélicos afiliados à Missão Novas Tribos em 1944 e termina em 2009, quando foram coletados testemunhos indígenas sobre os processos de evangelização. Metodologia: este artigo se baseia em trabalho de arquivo, publicações periódicas dos missionários, testemunhos e história oral para dar conta das representações que missionários e indígenas construíram sobre as dimensões materiais dos processos de evangelização. Originalidade: a historiografia existente sobre missões na Colômbia analisa separadamente missões católicas e evangélicas. Pelo contrário, este artigo compara no mesmo estudo de caso os projetos liderados por missionários católicos e evangélicos com base nas suas dimensões materiais e na troca de objetos. Esse foco na materialidade das missões permite-nos abordar tanto as diferenças quanto as semelhanças que existiam entre os projetos de evangelização de missionários católicos e evangélicos na Amazônia colombiana. Conclusões: enquanto os missionários monfortianos se inseriram nas redes de troca material existentes em Vaupés para “reduzir” e capturar mão de obra indígena, os missionários evangélicos condenavam a posse e a troca de objetos e bens com os colonos, associando-a à mundano. Finalmente, as formas de materialidade desenvolvidas por católicos e evangélicos entraram em tensão com as ontologias indígenas, que questionavam concepções e limites rígidos entre pessoas e coisas, sujeitos e objetos.
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