Brasil
Este estudo analisa dados da pesquisa “Percepção das mulheres sobre a assistência obstétrica e suas consequências para a saúde da mulher e da criança em Belo Horizonte”, que coletou depoimentos de 100 mulheres (20 a 47 anos) em processo de abortamento, atendidas em hospitais de Belo Horizonte (Brasil) entre janeiro de 2018 e abril de 2021. Investigou-se a ocorrência de violência obstétrica utilizando a tipificação de Bohren et al. (2015). No Brasil, há garantia de direito à assistência humanizada em todas as etapas do abortamento (diagnóstico, manejo e pós-evento). Contudo, foram encontradas violações categorizadas como: abuso físico; abuso sexual; abuso verbal; estigma e discriminação; falhas no padrão do cuidado profissional; comunicação deficiente entre mulher e prestador do serviço; e restrição de serviços. Os resultados podem subsidiar ações de saúde para promover informações corretas, reduzir desigualdades no acesso e melhorar a qualidade do atendimento.
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