Brasil
Tornou-se comum, ao se escrever sobre a filosofia de Simone de Beauvoir, estudar seus conceitos a partir do vocabulário existencialista, afinal, no cenário filosófico da década de 1940, Sartre, Merleau-Ponty e ela tornaram-se os intelectuais “existencialistas” franceses mais conhecidos no país e no mundo ocidental. No entanto, o modo pelo qual cada intelectual constituiu sua doutrina é distinta um do outro, embora – e é esse nosso alvo crítico aqui – muitas vezes, ao se considerar o existencialismo de Beauvoir, estaria se assumindo, quase que de imediato, a doutrina sartreana ou merleau-pontiana. Sabe-se ao mesmo tempo que em 1943, ao ser questionada por Jean Grenier se era existencialista ou não, Beauvoir se viu diante de uma etiquetação – ser ou não filiada a tal doutrina. Portanto, esse artigo investiga dois textos da autoria de Beauvoir – O existencialismo e a sabedoria das nações e ¿Qué es el existencialismo? – e coloca seu foco no conceito beauvoiriano de existencialismo e suas consistências teóricas.
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