Brasil
This article aims to provide a broad view of the complexity of xenotransplantation, a technique that consists of using non-human animals as organ suppliers for humans. In this sense, it is intended to assist in the ethical analysis of the potential benefits of the technique, in light of the questions inherent to its research and possible implementation. On the one hand, xenotransplantation has the potential to solve the chronic shortage of human organs for transplantation, reducing deaths resulting from the lack of organs and the waiting lists. On the other hand, it raises several issues that must be widely analyzed and democratically debated by society, such as: the risk of xenozoonosis, the use of non-human animals, the limitation of the privacy of recipients of organs of animal origin, collection protocols of free and informed consent and the use of brain-dead patients in experiments. Thus, it is concluded that, even if clinical obstacles are overcome in the future and it is possible to successfully perform xenotransplantation of organs, it is essential to carefully evaluate the pros and cons before deciding on its continuity.
Este artigo tem como objetivo fornecer uma visão ampla acerca da complexidade do xenotransplante, técnica que consiste no uso de animais não-humanos como fornecedores de órgãos para seres humanos. Nesse sentido, pretende-se auxiliar na análise ética dos potenciais benefícios da técnica, à luz dos questionamentos inerentes à sua pesquisa e possível implementação. Por um lado, o xenotransplante apresenta o potencial de solucionar a escassez crônica de órgãos humanos para transplantes, reduzindo as mortes decorrentes da falta de órgãos e as filas de espera. Por outro lado, levanta várias questões que devem ser amplamente analisadas e democraticamente debatidas pela sociedade, tais como: o risco de xenozoonoses, o uso de animais não-humanos, a limitação da privacidade dos receptores de órgãos de origem animal, os protocolos de captação do consentimento livre e informado e o uso de pacientes com morte cerebral em experimentos. Desse modo, conclui-se que, mesmo que no futuro sejam superados os obstáculos clínicos e seja possível realizar xenotransplantes de órgãos com sucesso, é imprescindível avaliar cuidadosamente os prós e contras antes de decidirmos sobre sua continuidade.
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