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Símbolos e rituais: os mecanismos do poder político no reino hispanovisigodo de Toledo (séculos vi-vii)

    1. [1] Universidade Federal do Paraná

      Universidade Federal do Paraná

      Brasil

  • Localización: Anos 90: Revista do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ISSN-e 1983-201X, Vol. 22, Nº. 42, 2015 (Ejemplar dedicado a: USOS PÚBLICOS E POLÍTICOS DA MEMÓRIA: CONSTRUÇÕES, CONFLITOS E REPRESENTAÇÕES.)
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • Symbols and rituals: the mechanisms of political power in the hispano-visigothic kingdom of Toledo (vi-vii centuries)
  • Enlaces
  • Resumen
    • English

      Roman-Barbarian regna, constituted through the grant of Roman authority, laid themselves as immediate heirs of the late Roman imperial past and at the same time took the old problems of a political nature that antagonized the reges and various aristocratic groups resisting the authority and power of those. For this reason the Roman-Barbarian kings resorted to pragmatic strategies such as permanent state of conflict and theoretical-imagetic states, such as readjustment of previously existing symbols and rituals, to reinforce and legitimize their power and their political status. An effective example of these theoretical and practical actions is the Hispanic Visigothic kingdom of Toledo (VI-VII centuries), during which it involved the reigns of Leovigild (569-586) and Wamba (672-680).

    • português

      A Antiguidade Tardia (séculos II – VIII) é caracterizada pela historiografia mais recente como um período histórico marcado por significativas transformações e readequações políticas e institucionais. Mudanças que foram provocadas, em grande medida, pela definitiva fixação dos grupos bárbaros na Pars Occidentalis do mundo imperial romano a partir de meados do século IV. De fato, a presença de elementos aristocráticos bárbaros e o contato destes com seus congêneres romanos provocou uma reconfiguração das relações de poder promovendo, de forma paulatina, a institucionalização da realeza entre os bárbaros. Os regna romano bárbaros, constituídos graças à concessão da autoridade romana, colocavam-se como herdeiros imediatos do passado imperial romano tardio e, ao mesmo tempo, assumiram os antigos problemas de natureza política que antagonizavam os reges e os vários grupos aristocráticos que resistiam a autoridade e poder daqueles. Por esse motivo os reis romano bárbaros lançaram mão de estratégias pragmáticas, como o estado permanente de conflito, e teórico-imagéticas, como a readequação de símbolos e rituais anteriormente existentes, para reforçarem e legitimarem seu poder e sua condição política. Como exemplo efetivo destas ações práticas e teóricas, destacamos o reino hispanovisigodo de Toledo (séculos VI –VII) no período que envolveria os reinados de Leovigildo (569 – 586) e Wamba (672 – 680). 


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