Since the beginning of President João Goulart’s government, parties, movements and left-wing organizations joined for a political program known as “base reforms”. In early 1963, the left-wing parties founded the Popular Mobilization Front (PMF), under the leadership of Leonel Brizola. The national-revolutionary group, which followed the Brizola’s ideal in Brazilian Labor Party (BLP), had its own newspaper: Panfleto, the newspaper of street man. But this publication was also PMF’s spokesman. Through their own means of communication, the leftwing groups, which acknowledged Brizola’s leadership, expressed their ideas, projects and strategies. The purpose of this article is to resume ideas and political projects of left-wing groups joined to PMF and published on Panfleto from February 17, day of its first issue, and March 30, 1964, when the last issue was published – of a total of seven numbers. These two months were critical during the crisis, which destabilized Goulart’s government, when left-wing groups pro-reform became more and more radical, and the right-wing groups were against these changes.
Desde o início do governo do presidente João Goulart, partidos, movimentos e organizações de esquerda se uniram em torno de um programa político conhecido como “reformas de base”. No início de 1963, sob a liderança de Leonel Brizola, as esquerdas fundaram a Frente de Mobilização Popular (FMP). O grupo nacional-revolucionário que, dentro do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), seguia a liderança de Leonel Brizola tinha o seu jornal: Panfleto, o jornal do homem da rua. Mas Panfleto também era porta-voz da FMP. Por meio de um veículo próprio de comunicação, as esquerdas que reconheciam a liderança de Brizola expressavam suas ideias, seus projetos e suas estratégias. O objetivo do artigo é resgatar ideias e projetos políticos das esquerdas unidas na FMP e publicados no Panfleto entre os dias 17 de fevereiro de 1964, data da primeira edição do jornal, e 30 de março do mesmo ano, quando foi publicado o último número – em um total de sete exemplares. Os dois meses foram críticos na crise que desestabilizou o governo Goulart, com o acirramento do processo de radicalização das esquerdas que lutavam pelas reformas e das direitas que resistiam a sua implementação.
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