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Saúde e Fraternidade!: ecos e leituras da proclamação da República Portuguesa em terras africanas

    1. [1] Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos-
  • Localización: Anos 90: Revista do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ISSN-e 1983-201X, Vol. 21, Nº. 40, 2014 (Ejemplar dedicado a: História das Sociedades Africanas: Temas, Questões e Perspectivas de Estudo)
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • Health and Fraternity: echoes and meanings of the proclamation of the Portuguese Republic on African lands
  • Enlaces
  • Resumen
    • português

      Este artigo pretende discutir os sentidos e implicações do termo Republica em Portugal e suas então colônias de Angola e Moçambique, assim como as expectativas em torno da proclamação da República Portuguesa em 1910. O artigo demonstra que as esperanças nutridas pelos nativos das terras coloniais se frustraram muito rapidamente. A propaganda oficial, formalmente republicana, foi suplantada pelo pragmatismo administrativo e os sucessivos governadores coloniais agiram no sentido de fortalecer e aprofundar o projeto imperial e suas políticas governativas gestadas no período da Monarquia. Eles tentaram expandir e assegurar sobretudo o controle direto sobre terras e gentes, causando expropriação, marginalização, racismo e exclusão social – práticas claramente opostas aos ditames republicanos os quais alegadamente eram defendidos por Portugal.

    • English

      This text seeks to point out the host of meanings implied in the term Republic in Portugal and her then colonies of Angola and Mozambique, as well as the expectations around the proclamation of the Portuguese Republic in 1910. The article shows that the hopes nurtured by natives in colonial lands were soon frustrated. Official propaganda, Republican in form, was supplanted by administrative pragmatism, and the successive Republican governors acted, in the colonies, in a way that boosted the imperial project and its associated governmental policies, engendered during the Monarchic age. They tried to ensure above all their actual rule over land and people, what caused expropriation, marginalization, racism and social exclusion – practices opposed to the Republican tenets by which Portugal allegedly abode


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