Esta pesquisa tem por objetivo verificar a aplicabilidade da Lei de Benford para a detecção da fraude ocorrida na Petrobras. A literatura nacional sobre fraudes é escassa e a disseminação do poder preditivo do método pode ser útil para o desenvolvimento do campo profissional e empírico. Foram analisadas as frequências de ocorrência dos primeiros dígitos dos valores dos elementos de red flags, no período de 2004 a 2012. Os resultados da Petrobras apresentaram discrepâncias em relação a Lei de Benford. Entretanto, os dados de 40 empresas listadas na BM&FBovespa apresentaram discrepâncias superiores a Petrobras. Conclui-se que a Lei de Benford aplicada somente ao primeiro dígito dos red flags não se revelou eficiente para a detecção da fraude. Os resultados evidenciam a necessidade de estudos mais aprofundados para a detecção da fraude na Petrobras, ressalvando-se que a interpretação dos resultados da Lei de Benford deve ser feita com cautela.
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