Brasil
Analisa-se as formas como os familiares de pessoas mortas e desaparecidas durante a ditadura civil-militar no Brasil (1964-1985) se organizaram para reivindicar: 1º) o reconhecimento da responsabilidade do Estado brasileiro pelas violações aos direitos humanos praticadas; 2º) a apuração das reais circunstâncias em que estas mortes e desaparecimentos ocorreram; 3º) a responsabilização dos culpados; 4º) o resgate e a preservação da memória relativa a estes fatos. Fortalecida na primeira metade da década de 1970, a luta dos familiares organizados em torno da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos (CFMDP) estende-se até a atualidade. Em mais de três décadas, a CFMDP trabalha de forma insistente junto à sociedade na tentativa de fazer com que os crimes ocorridos não sejam esquecidos e buscando ampliar seu apoio com vistas à construção de políticas que atendam suas demandas. Apesar das conquistas obtidas, a CFMDP ainda lida com legados do autoritarismo que limitam visivelmente a obtenção de avanços significativos para a causa.
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