Este artigo apresenta uma leitura do livro de Euclides da Cunha,Os sertões, considerando a forma pela qual a diferença é nele representada. Parte-se daideia de que a obra é construída segundo uma noção de distância de tempos que separa o tempo do sertão da temporalidade daquilo que o autor define como civilização. Nesse sentido, parte das estratégias discursivas utilizadas na feitura do livro trabalha segundo uma comparação entre antigos, modernos e selvagens de forma que a figura da alteridade se torne ali assimilável.
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