Este artigo propõe uma análise crítica, embora breve, do “lugar social” noqual é realizada a pesquisa brasileira acerca da história medieval. Desse vasto e com-plexo tema destacamos uma problemática específica: a apropriação da teoria socio-lógica formulado por Pierre Bourdieu por parte dos medievalistas brasileiros emresposta a um importante dilema enfrentado em especial na década de 1990. Oartigo encontra-se dividido fundamentalmente em três partes: a primeira consistena apresentação desse impasse que se formou no interior do medievalismo nacio-nal; a segunda seção estabelece uma visão geral crítica dos fundamentos da teoriasociológica de Pierre Bourdieu; por fim, segue-se, na terceira parte, a confrontaçãoentre os postulados norteados da chamada “teoria dos campos” e sua pertinênciapara o estudo da civilização medieval. O cerne deste artigo consiste em proporreflexões que estimulem um debate mais acurado acerca das razões intelectuais e dasrelações de poder que orientam o exercício do ofício do medievalista no Brasil.
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