Este artigo tenciona analisar a relação entre pensamento estético e escrita da história nas conferências do escritor latino-americano Alejo Carpentier. Argumenta-se que as considerações de Carpentier acerca do papel do romancista são sintomas do esgotamento do esteticismo que orientava a produção literária cubana, fruto da percepção de que a arte, na modernidade, encontra-se desviada de seu destino, que é de ser a base da vida dos homens em sociedade. Carpentier percebe a necessidade de construção de um novo “espaço de experiências”, capaz de orientar a América Latina em seu destino, alicerçado em um processo de tradução capaz de gerar novas formas de identificação coletiva, e que tem no passado o elemento primordial de edificação da identidade latino-americana, parte integrante da sua forma de imaginar a nação.
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