Brasil
Imprensa, economia e política são termos comumente inseridos no domínio de uma suposta racionalidade pura. Mitos e paixões raramente são admitidos nessas áreas. Neste texto, sugiro como figuras imaginárias desempenharam um papel decisivo na política brasileira na década de 1950. Por meio das páginas do jornal Última Hora, é possível perceber que determinados grupos sociais mobilizaram o mito da conspiração, conforme definido por Raoul Girardet, para defender seu projeto de desenvolvimento e atacar a forma pela qual os investimentos estrangeiros aumentavam sua participação na economia nacional, especialmente durante a administração Kubitschek. Concluo que mitos e símbolos do imaginário podiam ser utilizados para apoiar a democracia e programas políticos.
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