The text intends to cover the construction of the method in Jacques Rancière based on a hypothesis: the author's approach, at the beginning of his theoretical journey, with Louis Althusser, would have left marks of a problem to be solved, for which Michel Foucault's thinking around archeology would have pointed a way. Noting, in Althusser, a politics of writing based on inequality, Rancière, would have been doubly influenced, on the one hand, by the experience of radical equality in Joseph Jacotot and, on the other, by the possibility of constructing a equality grounded method based on Foucault’s archaeology. The aim of the article will be, therefore, to analyze this path of approximation and distancing in relation to Althusser's thought, followed by the encounter with Jacotot's experiences and the encounter with Foucault's archeology, extracting from there the method that Rancière developed in his first texts, especially in Proletarian nights.
O texto pretende percorrer a construção do método em Jacques Rancière a partir de uma hipótese: a de que a aproximação do autor, no início de seu percurso teórico, com Louis Althusser, teria deixado marcas de um problema a solucionar, para o qual o pensamento de Michel Foucault em torno da arqueologia teria apontado um caminho. Constatando, em Althusser, uma política da escrita pautada na desigualdade, Rancière, teria sido duplamente influenciado, de um lado, pela experiência de uma igualdade radical em Joseph Jacotot e, de outro, pela possibilidade da construção de um método fundamentado na igualdade a partir da arqueologia de Foucault. O intuito do artigo será, assim, analisar esse percurso de aproximação e afastamento em relação ao pensamento de Althusser, seguido do encontro com as experiências de Jacotot e do encontro com a arqueologia de Foucault, extraindo daí o método que Rancière constrói em seus primeiros textos, em especial, em A noite dos proletários.
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