Brasil
For Aristotle, the ?thos’ proof is the most efficient persuasion mode because the speaker’s good character gives greater credibility to his arguments. In judicial rhetoric sphere, the dissymmetry between prosecutor and defendant significantly impacts his ?thos’ perception and, consequently, the receptivity of his claims. In order to acquire his confidence, the rhetor may resort to witnessing to reinforce his good character. But could they be used to arouse suspicion about the character (diabol?) of his opponent? Although the text of Rhetoric points to an affirmative view, moral perspective readers, like Grimaldi, deny this possibility. In this sense, based on considerations about the ?thos’ proof in Rhetoric, it is intended to observe if it is possible and to what extent diabol? could be used in this sphere, investigating its application from the witnesses’ proofs.
Para Aristóteles, a prova pelo ?thos é a mais eficiente forma de persuasão porque a idoneidade do orador inspira uma maior credibilidade aos seus argumentos. No âmbito da retórica judicial, a tendência do auditório é perceber o ?thos do acusador de forma diferente do ?thos do acusado. Essa dessimetria tem significativo impacto na receptividade das alegações de um e de outro. A fim de lhe conquistar a confiança, o orador pode recorrer a testemunhos para comprovar o seu bom ?thos. Mas, ser-lhe-ia possível usá-los para infundir suspeitas sobre o caráter (diabol?) de seu adversário? Embora o texto da Retórica aponte para uma resposta afirmativa, leitores de perspectiva de viés moral, a exemplo de Grimaldi, negam essa possibilidade. Nesse sentido, com base nas considerações a respeito da prova pelo ?thos na Retórica, pretende-se observar se é possível e em até que ponto a diabol? poderia ser utilizada nessa esfera, investigando sua aplicação desde as provas testemunhais.
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