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México
La polarización afectiva –o la tendencia a sentir desagrado por votantes de otros partidos– es un fenómeno persistente en México desde las elecciones presidenciales de 2006. Sin embargo, los estudios que analizan sus causas son escasos. Esto es sorpresivo porque varios autores han argumentado que niveles elevados de polarización afectiva amenaza la consolidación y supervivencia de la democracia. Este artículo llena esa laguna explorando el papel de la ideología, la clasificación social y las actitudes populistas en la polarización afectiva usando datos del Estudio Electoral Mexicano de 2018. En línea con las investigaciones existentes en democracias multipartidistas, los resultados presentados aquí indican que los votantes mexicanos forman bloques afectivos sobre bloques ideológicos y sociales, en contraposición a bloques partidistas. Pero son las actitudes populistas las que producen el cambio más importante en los niveles de polarización afectiva. Como tal, este estudio tiene implicaciones para la literatura existente sobre polarización política, comportamiento político y populismo.
Affective polarization –or the tendency to dislike supporters of out-parties– has been persistent in Mexico since the 2006 presidential election. Yet, studies that analyze its causes are scarce. This is surprising given that scholars have already argued that elevated levels of affective polarization can threaten the consolidation and survival of democracy. This paper fills such lacuna by explor-ing the role of ideology, social sorting and populist attitudes on affective polar-ization in the country using data from the 2018 Mexican Election Study. In line with extant research on multi-party democracies, the results presented here indicate that Mexican voters form affective blocs on ideological and social –as opposed to partisan– blocs. But it is populist attitudes that produce the most important change in levels of affective polarization. As such this study has im-plications for extant literature on political polarization, political behavior, and populism.
A polarização afectiva – ou a tendência para não gostar dos eleitores de outros partidos – é um fenómeno persistente no México desde as eleições presidenciais de 2006. No entanto, os estudos que analisam as suas causas são escassos. Isto é surpreendente porque vários autores argumentaram que elevados níveis de polarização afetiva ameaçam a consolidação e a sobrevivência da democracia. Este artigo preenche essa lacuna ao explorar o papel da ideologia, da classificação social e das atitudes populistas na polarização afetiva utilizando dados do Estudo Eleitoral Mexicano de 2018. Em linha com a investigação existente em democracias multipartidárias, os resultados aqui apresentados indicam que os eleitores mexicanos formam blocos afetivos. sobre blocos ideológicos e sociais, em oposição a blocos partidários. Mas são as atitudes populistas que produzem a mudança mais importante nos níveis de polarização afetiva. Como tal, este estudo tem implicações para a literatura existente sobre polarização política, comportamento político e populismo.
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