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Águas de trabalho e águas de negócio: Extrativismo e conflitos territoriais

  • Autores: Anderson Camargo Rodrigues Brito
  • Localización: Revista da Casa da Geografia de Sobral, ISSN-e 1516-7712, Vol. 26, Nº. 3, 2024
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • Aguas de trabajo y aguas de negocios: Extractivismo y conflictos territoriales
    • Waters of work and waters of business: Extrativism and territorial conflicts
  • Texto completo no disponible (Saber más ...)
  • Resumen
    • español

      El objetivo de este artículo es analizar el proceso de territorialización de las actividades económicas extractivas integradas entre el litoral y los sertones del Nordeste, con vistas a comprender el papel desempeñado por el control territorial del agua en el contexto de los conflictos en el espacio agrario. A partir de la investigación bibliográfica y documental, además del trabajo de campo en espacios productivos y comunidades campesinas y tradicionales, constatamos que la creación de una geografía lacustre artificial de las aguas que forman un curso controlado para el Río Jaguaribe en Ceará repercute en la reproducción de la naturaleza en un régimen de excepción que impone, a través de la violencia, circuitos extractivos hidrointensivos. La forma en que los sertones del Nordeste se insertan en los circuitos globalizados de reproducción del capital financiero impone la abundancia y la escasez de agua en una dinámica territorial marcada por una intensa disputa agraria. La materialización política de esta economía extractiva reduce el poder de articulación de los órganos representativos de las comunidades al incorporar mano de obra campesina o quilombola a las estructuras de cercamiento de las aguas. La reducción de las aguas del Río Jaguaribe en las regiones costeras ha sido el modo de producción de nuevos cercamientos en áreas de manglares muertos; el cautiverio de las aguas - una estrecha franja rodeada de agua - sirve para criar camarones en comunidades que han tenido sus espacios comunes cercados por parques eólicos. La inestabilidad económica del mercado frutícola irrigado exige un proceso permanente de expansión de las áreas de cultivo, lo cual ha llevado a la incorporación de los acuíferos como renta diferencial y capital constante. Las comunidades campesinas y tradicionales han redefinido sus acciones para desafiar esta lógica, posicionándose como productoras de una crítica al desarrollo.

    • English

      This article aims to analyze the territorialization process of of extractive economic activities integrated between the coasts and hinterlands of the Northeast, in order to understand the role played by the territorial control of waters in the context of conflicts in the agrarian space. Based on bibliographical and documentary research, and on the accomplishment of field activities in productive spaces and peasant and traditional communities, we verified that the construction of an artificial lake geography of waters that forms a controlled route to the Jaguaribe River in Ceará, has repercussions on the reproduction of nature in an exceptional regime that imposes, through violence, hydro-intensive extractive circuits. The way in which the hinterlands of the Northeast are inserted into globalized circuits for the recovery of financial capital imposes an abundance and scarcity of water in a territorial dynamic marked by an intense agrarian issue. The political realization of an extractive economy reduces the articulation power of community representation instances through the incorporation of peasant or quilombola work into water confinement structures. The reduction of the waters of the Jaguaribe River in coastal regions has been the method of producing new enclosures in areas of dead mangroves, the captivity of the waters – a narrow strip surrounded by water – serves to raise shrimp in communities that had their common spaces surrounded by wind farms. The economic instability of the irrigated fruit growing market requires a permanent process of expansion of cultivation areas, which has led to the incorporation of aquifers as differential income and constant capital. Peasant and traditional communities redefined their actions to contest this logic, positioning themselves as producers of a critique of development.

    • português

      O presente artigo objetiva analisar o processo de territorialização de atividades econômicas extrativas integradas entre os litorais e os sertões do Nordeste, com vistas a compreender o papel exercido pelo controle territorial das águas no contexto de conflitos no espaço agrário. A partir de uma pesquisa bibliográfica e documental, da realização de atividades de campo em espaços produtivos e comunidades camponesas e tradicionais, verificamos que a montagem de uma geografia lacustre artificial das águas que conforma um percurso controlado para o Rio Jaguaribe no Ceará, repercute na reprodução da natureza em um regime de exceção que impõe, pela violência, circuitos extrativos hidrointensivos. Por outro lado, a forma como os sertões do Nordeste se insere nos circuitos mundializados de reprodução do capital financeiro impõe abundância e escassez de água em uma dinâmica territorial marcada por uma intensa questão agrária. A realização política dessa economia extrativa reduz o poder de articulação das instâncias de representações comunitárias a partir da incorporação do trabalho camponês ou quilombola nas estruturas de confinamento das águas. Desse modo, redução das águas do Rio Jaguaribe nas regiões costeiras tem sido o modo de produção de novos cercamentos em áreas de mangues mortos, o cativeiro das águas – uma faixa estreita cercada de água – serve para criar camarões em comunidades que tiveram seus espaços comuns cercados pelos parques eólicos. Assim, a instabilidade econômica do mercado da fruticultura irrigada exige um permanente processo de expansão das áreas de cultivo, o que tem provocado a incorporação de aquíferos como renda diferencial e capital constante. As comunidades camponesas e tradicionais têm redefinido suas ações de contestação à essa lógica se colocando como produtoras de uma crítica ao desenvolvimento.


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