Brasil
Na experiência poética, tal como a concebe o poeta-crítico mexicano Octavio Paz, a imagem écapaz de transcender o conceito e evocar o inefável, expressando a confluência de fenômenosopostos. As concepções sobre a temporalidade, na obra de Paz, adquirem significados em queo tempo da poesia se afigura como o tempo presente, a presença em que se encarnam asimagens, e onde confluem o tempo linear do calendário e o tempo cíclico do mito. Aoprocurar apresentar a maneira própria de aparição da imagem poética, o presente estudopropõe reflexões sobre a imaginação, a palavra e o sentido, como preâmbulo às reflexõessobre o simbolismo do tempo mítico nos versos do poema “Piedra de sol”, de Octavio Paz.Partindo do princípio de que o significado da imagem é a imagem mesma, são tecidasconsiderações sobre a natureza imagética da água que flui, em correspondência com o tempocíclico e o movimento em “Piedra de sol”. Considerando o ofício do poeta enquanto “criadorde imagens” que transcendem o sistema de significações da linguagem, o presente estudoreflete sobre as imagens da temporalidade no poema, seus aspectos rítmicos e pictóricos, poranalogia às filosofias indianas e à arte pictoglífica mesoamericana.
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