Objetivo Este trabalho tem como objetivo estudar as relações entre o amor ao dinheiro dos indivíduos e a sua propensão para o envolvimento em comportamentos não éticos.
Design/metodologia/abordagem Os dados foram recolhidos através de questionário, sendo a amostra final composta por 297 indivíduos portugueses. As hipóteses foram testadas através de regressões lineares.
Resultados Os resultados demonstram a não existência de uma relação significativa entre o amor ao dinheiro e a propensão para o envolvimento em comportamentos não éticos. Contudo, comprovou-se a existência de uma relação significativa entre o nível de orçamentação e a propensão para o envolvimento em comportamentos não éticos, à medida que os indivíduos apresentam uma maior capacidade para gerir o seu dinheiro, apresentam um menor propensão para se envolverem em comportamentos não éticos. Também se validou a existência de relação significativa entre o fator maléfico e a propensão para o envolvimento em comportamentos não éticos, demonstrando que quando os indivíduos associam ao dinheiro sentimentos negativos e que consideram o amor ao dinheiro como a raiz da maldade apresentam menor propensão para o envolvimento em comportamentos não éticos.
Originalidade/valor Este trabalho contribui teórica e empiricamente para melhor compreender as atitudes dos indivíduos perante o dinheiro e a sua propensão para o envolvimento em comportamentos não éticos. Os resultados são de especial relevância académica e organizacional devido às implicações na gestão de recursos humanos.
Purpose This work aims to study the relationship between individuals' love of money and their propensity to engage in unethical behaviour.
Design/methodology/approach Data were collected through a questionnaire, with the final sample consisting of 297 Portuguese individuals. The hypotheses were tested using linear regression models.
Findings The results demonstrate that there is no significant relationship between the love of money and the propensity to engage in unethical behaviour. However, there was a significant relationship between the level of budgeting and the propensity to engage in unethical behaviours – for those individuals who have a greater ability to manage their money are less likely to engage in behaviours unethical. The existence of a significant relationship between the “evil” factor and the propensity to engage in unethical behaviour was also validated, which demonstrates that when individuals both associate negative feelings with money and consider love of money to be the “root of evil”, then they are less likely to be involved in unethical behaviour.
Originality/value This work contributes theoretically and empirically to a better understanding of individuals' attitudes towards money and their propensity to engage in unethical behaviour. The results are of particular academic and organisational relevance due to the implications for human resource management.
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