[1]
This paper discusses the narrative strategies in two short films about violence in Rio de Janeiro’s slums, made in Brazil in 1994. The first film is Túnel, directed by Bruno Kennedy and Mayra Jucá, which provides a nonsensical critique of how violence is exploited as an element of television consumption. The second is Geraldo Voador, by Bruno Vianna, which depicts the stolen childhood of a black boy living in a slum. In both films, the trivialization of violence, firearms and easy deaths ironizes the necropower that designates slums as “zones” where the free right to murder is consecrated. Furthermore, each film, in its own way, problematizes the media spectacularization of this violence, transforming it into a character, and strains the filmic language through a mix of horror and humor elements.
Este artigo discute as estratégias de elaboração narrativa em dois curtas-metragens sobre violência nas favelas cariocas, realizados no Brasil em 1994. O primeiro filme é Túnel, dirigido por Bruno Kennedy e Mayra Jucá, que elabora uma crítica nonsense à forma como a violência é explorada enquanto um elemento do consumo televisivo. O segundo é Geraldo Voador, de Bruno Vianna, que mostra a infância roubada de um menino negro que vive numa favela. Em ambos os filmes, a banalização da violência, do uso de armas de fogo, das mortes fáceis, ironiza o necropoder que demarca as favelas como “zonas” nas quais o livre direito ao assassinato está consagrado. Além disso, cada um dos filmes, a seu modo, problematiza a espetacularização midiática dessa violência, transformando-a em personagem, e tensiona a linguagem fílmica por meio de uma mistura entre elementos de horror e de humor.
© 2001-2026 Fundación Dialnet · Todos los derechos reservados