Este artigo trata de um projeto de pesquisa sobre ensino de história popular atualmente em curso no estado do Espírito Santo. Partindo das reflexões de Jörn Rüsen sobre o conceito de consciência histórica, o texto se divide em três partes principais. Primeiro, é feita uma digressão teórica sobre o próprio conceito de consciência histórica, apontando para a crítica ao eurocentrismo como uma importante tendência nas pesquisas contemporâneas sobre o ensino de história. Em um segundo momento, abordamos os desafios no trato com o caso capixaba, buscando demonstrar como a crítica ao eurocentrismo pode funcionar como uma importante estratégia de mitigação dos efeitos do que parte da historiografia local tem denominado como a “narrativa histórica de superação do atraso”. Finalmente, o texto apresenta dois exemplos de aplicação ao ensino das premissas teórico-metodológicas de nossa pesquisa: um estudo sobre o fomento à consciência histórica de trabalhadores precarizados no Espírito Santo e uma pesquisa a respeito do uso das HQs para a conscientização dos estudantes sobre a relevância da história indígena local.
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