This article examines the impact of Brazil’s independence on Portuguese finances and its political repercussions in the 19th century. Starting from the fiscal crisis triggered by the loss of its primary colony, the study investigated how parliamentary debates interpreted the emerging crisis and analyzed the link between economic instability and the rise of republican ideals. The methodology relied on historical analysis of primary sources, particularly 1892 parliamentary debates centred on Manuel de Arriaga. The findings revealed that Brazil’s independence precipitated a financial crisis and parliamentary discord over Portugal’s future during the monarchy’s decline. Debates on the 1892 customs agenda exposed tensions between monarchist elites and republican critics like Arriaga, who denounced corruption and inequality. The conclusion asserts that Brazil’s loss triggered an economic crisis and the monarchy’s failure to ensure social justice, catalysing republicanism, which culminated in the 1910 Revolution twodecades later. The study demonstrates that post-colonial fiscal crises can redefine national projects, highlighting the interdependence between economy, politics, and historical memory.
Este artículo analiza el impacto de la independencia de Brasil en las finanzas portuguesas y sus repercusiones políticas en el siglo XIX. Partiendo de la crisis fiscal derivada de la pérdida de su principal colonia, el estudio investigó cómo los debates parlamentarios interpretaron la crisis emergente y analizó la relación entre inestabilidad económica y el auge del republicanismo. La metodología se basó en el análisis histórico de fuentes primarias, especialmente los debates parlamentarios de 1892 centrados en Manuel de Arriaga. Los resultados evidenciaron que la pérdida de Brasil desencadenó una crisis financiera y divergencias parlamentarias sobre el futuro de Portugal durante el ocaso monárquico. Los debates sobre la agenda aduanera de 1892 revelaron tensiones entre élites monárquicas y críticos republicanos como Arriaga, quien denunciaba corrupción y desigualdad. Se concluye que la pérdida de Brasil provocó una crisis económica y la incapacidad monárquica de garantizar justicia social, catalizandoel republicanismo, que culminó en la Revolución de 1910 dos décadas después. El estudio demuestra que las crisis fiscales poscoloniales pueden redefinir proyectos nacionales, destacando la interdependencia entre economía, política y memoria histórica.
Este artigo analisa o impacto da independência do Brasil nas finanças portuguesas e suas repercussões políticas no século XIX. Partindo da crise fiscal decorrente da perda da principal colônia, o estudo investigou como os debates parlamentares interpretavam a crise emergente e analisou a relação entre instabilidade econômica e o crescimento do republicanismo. A metodologia baseou-se na análise histórica de fontes primárias, principalmente discursos parlamentares de 1892, centrados em Manuel de Arriaga. Os resultados mostraram que a perda brasileira desencadeou uma crise financeira e uma série de divergências parlamentares sobre o futuro de Portugal no ocaso monárquico. Os debates sobre a pauta aduaneira de 1892 revelaram tensões entre elites monárquicas e críticos republicanos, como Arriaga, que denunciavam corrupção e desigualdade. Conclui-se que a perda do Brasil desencadeou uma crise econômica e a incapacidade monárquica de promover justiça social, catalisando o republicanismo, que culminou na Revolução de 1910 duas décadas depois. O estudo demonstra que crises fiscais pós-coloniais podem redefinir projetos nacionais, destacando a interdependência entre economia, política e memória histórica.
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