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Vínculos entre partidos y movimientos feministas en América Latina: el caso de la lucha por el aborto legal en Bolivia

    1. [1] Universidad de la República

      Universidad de la República

      Uruguay

  • Localización: Colombia Internacional, ISSN 0121-5612, ISSN-e 1900-6004, Nº. 122, 2025 (Ejemplar dedicado a: New Developments in Political Linkage Mechanisms in Latin America), págs. 121-145
  • Idioma: español
  • Títulos paralelos:
    • Vínculos entre partidos políticos e movimentos feministas na América Latina: o caso da luta pelo aborto legal na Bolívia
    • Links between Political Parties and Feminist Movements in Latin America: The Case of the Struggle for Legal Abortion in Bolivia
  • Enlaces
  • Resumen
    • español

      Objetivo/contexto: en América Latina, el acceso al aborto representa una de las expresiones más significativas de las desigualdades de género o clase. Debido a su carácter contencioso, estas políticas son difíciles de adoptar. La literatura ha señalado que la aprobación de leyes a favor del aborto requiere contextos seculares y, en particular, movimientos feministas fuertes, aliados con partidos de izquierda en el gobierno. Sin embargo, los mecanismos por los cuales estos factores se dinamizan han sido poco estudiados. Este trabajo estudia el caso de Bolivia; según la teoría, no se esperaría que en ese país la despenalización ocurriese debido a su fuerte conservadurismo y a la debilidad del movimiento feminista. Pese a esto, en 2017 el Parlamento boliviano aprobó una reforma que despenalizó el aborto en varias causales. Metodología: el artículo se basa en trabajo de campo original que incluyó entrevistas en profundidad a activistas feministas y legisladoras, así como la revisión sistemática de documentos y de prensa. Conclusiones: en el artículo se muestra que, dentro de una estructura partidaria en la que la toma de decisiones se rige por la deliberación, como la del Movimiento al Socialismo (MAS), las legisladoras del partido que ocupaban puestos clave y tenían nexos con el movimiento feminista desempeñaron un papel fundamental en la reforma, pues persuadieron a los líderes y otros miembros del partido para que la apoyaran. Originalidad: el artículo contribuye a llenar una laguna en la literatura al entender mejor el tipo de vínculos entre movimientos feministas y partidos de izquierda que permiten avanzar agendas conflictivas como la del aborto legal. 

    • English

      Objective/context: In Latin America, access to abortion is one of the most significant expressions of gender or class inequalities. Because of its contentious nature, it is challenging to enact such policies. The literature suggests that passing pro-abortion legislation requires secular contexts and, in particular, strong feminist movements allied with left-wing parties in government. However, the mechanisms by which these factors interact have been understudied. This article examines the case of Bolivia; theoretically, one would not expect decriminalization to occur there due to the country’s strong conservatism and the relative weakness of its feminist movement. Nevertheless, in 2017, the Bolivian Parliament approved a reform that decriminalized abortion under various grounds. Methodology: This article draws on original fieldwork that included in-depth interviews with feminist activists and legislators, as well as a systematic review of documents and press coverage. Conclusions: This study shows that, within a party structure where decision-making is guided by deliberation—such as in the Movimiento al Socialismo (MAS)—party legislators occupying key positions and maintaining ties with the feminist movement played a critical role in the reform, persuading leaders and other members of the party to support it. Originality: This article fills a gap in the literature by offering a deeper understanding of the kinds of links between feminist movements and left-wing parties that make it possible to advance contentious agendas such as legal abortion.

    • português

      Objetivo/contexto: na América Latina, o acesso ao aborto representa uma das expressões mais significativas das desigualdades de gênero ou classe. Devido ao seu caráter controverso, a adoção dessas políticas é difícil. A literatura aponta que a aprovação de leis a favor do aborto requer contextos seculares e, em particular, movimentos feministas fortes, aliados a partidos de esquerda no governo. No entanto, os mecanismos por meio dos quais esses fatores se articulam ainda são pouco estudados. Este artigo analisa o caso da Bolívia; teoricamente, não se esperaria que a descriminalização ocorresse nesse país em razão de seu forte conservadorismo e da fraqueza do movimento feminista. Apesar disso, em 2017, o Parlamento boliviano aprovou uma reforma que descriminalizou o aborto em várias circunstâncias. Metodologia: o artigo baseia-se em trabalho de campo original, que incluiu entrevistas em profundidade com ativistas feministas e parlamentares, além de uma revisão sistemática de documentos e da imprensa. Conclusões: o estudo mostra que, dentro de uma estrutura partidária em que a tomada de decisões é regida pela deliberação —como no Movimiento al Socialismo (MAS)—, as parlamentares do partido que ocupavam posições-chave e mantinham vínculos com o movimento feminista desempenharam um papel fundamental na reforma, persuadindo os líderes e outros membros do partido a apoiá-la. Originalidade: o artigo contribui para suprir uma lacuna na literatura ao oferecer uma compreensão mais aprofundada do tipo de laços entre movimentos feministas e partidos de esquerda que permite o avanço de pautas polêmicas, como o aborto legal.


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