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Os primeiros laboratórios psicológicos: Um intenso trânsito de relações micropolíticas no interior de um espaço neutro

    1. [1] Universidade Federal Fluminense

      Universidade Federal Fluminense

      Brasil

    2. [2] Universidade Federal do Rio de Janeiro

      Universidade Federal do Rio de Janeiro

      Brasil

  • Localización: Teoría y crítica de la psicología, ISSN-e 2116-3480, Nº. 21, 2025, págs. 175-204
  • Idioma: español
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  • Resumen
    • Desde o trabalho clássico de Boring (A História da Psicologia Experimental), tem havido uma forte tendência a se considerar a criação de laboratórios como marcos históricos, que distinguem o passado científico do pré-científico. Nesta história tradicional de psicologia, os laboratórios funcionam como um espaço neutro de legitimação e demarcação. Poucos estudos históricos tradicionais descrevem o surgimento desses laboratórios em conexão com aspectos políticos. Em outra perspectiva, os Estudos em Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS) propõem um novo estilo de análise: de acordo com o princípio da simetria, onde os aspectos científicos e tecnológicos estão completamente interligados com as práticas sociais. Com apoio no princípio de simetria, este artigo tenta explorar as conexões entre práticas e historiografias tradicionalmente separadas: os primeiros laboratórios em países latino-americanos eram locais para medições escolares e psiquiátricas. O objetivo deste trabalho não é denunciar o laboratório como um simples artefato ideológico, mas compreender as conexões mundiais produzidas de modo micropolítico e prestar atenção a vetores desta natureza.


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