O presente artigo visa relacionar História e literatura sob o prisma teórico de uma análise crítica da “Filosofia da História”, termo criado por Voltaire em meados do século XVIII e que foi parte da formação do conceito moderno de História. Questionam-se assim os conteúdos filosóficos possíveis dedicados à História a partir da leitura de textos literários de língua francesa: Candide ou l’Optimisme, de Voltaire, Illusions perdues, de Honoré de Balzac, Madame Bovary, de Gustave Flaubert, e À la recherche du temps perdu, de Marcel Proust, onde parece haver uma evolução de um sentido progressivo em direção a uma possibilidade simultaneamente inflexível e positiva da História na Recherche proustiana
This article aims to relate History and literature from the theoretical perspective of a critical analysis of the “Philosophy of History”, a term coined by Voltaire in the mid-18th century and which played a part in shaping the modern concept of History. It thus questions the possible philosophical content devoted to History based on a reading of French-language literary texts: Voltaire’s Candide ou l’Optimisme, Honoré de Balzac’s Illusions perdues, Gustave Flaubert’s Madame Bovary and Marcel Proust’s À la recherche du temps perdu, where there seems to be an evolution from a progressive sense towards a simultaneously inflexible and positive possibility of History in the Proustian Recherche
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