México
Las teorías del conocimiento se han basado durante siglos en puntos de vista eurocéntricos y masculinos, por ello se cuestiona al patriarcado, al racismo, y al ejercicio de la sexualidad, para con ello probar que los problemas de clase, el contexto socioeconómico, pero sobre todo el género; intervienen en la producción de conocimiento en un solo sentido. Ha sido evidente, que las concepciones dominantes y las prácticas del conocimiento, omiten el derecho de autoridad conceptual de las mujeres Amuzgas (Ñomndaa), Mixtecas (Na savi), Tlapanecas (Me’phaa) y Nahuas, al negar validez académica a sus saberes y la manera en cómo conciben el mundo desde su cosmovisión. La violencia estructural tiene raíces en la cultura y en la forma en que se conforma socialmente, haciendo que en la cotidianidad de las hiladoras, tejedoras y bordadoras de pueblos originarios sean violentadas desde múltiples esferas. La globalización, ha profundizado las diferencias culturales, sumándose a las de clase, género y condición racial, por lo que estas mujeres asumen la convivencia-violenta como un “todo” natural, que proviene desde la época prehispánica. Aunque la mujer indígena realiza su actividad productiva en la esfera privada, esto no demerita sus saberes y labores artísticas, por lo que se busca el reconocimiento de su valor epistémico. Desde una perspectiva feminista poscolonial, que considera la experiencia sensorial como base del conocimiento por medio de la observación y la experiencia directa, se introducen elementos que aportan a la reivindicación y la reapropiación de los saberes de las mujeres indígenas guerrerenses, donde sus artes textiles no las violenten, sino que, epistémicamente, las empodere e impulse en este nuevo siglo.
For centuries, knowledge theories have largely been grounded in Eurocentric and male-dominated viewpoints. This study challenges patriarchy, racism, and expressions of sexuality to demonstrate how class issues, socioeconomic context, and, above all, gender, shape knowledge production in a unidirectional way. It has become evident that prevailing ideas and practices around knowledge neglect to grant conceptual authority to Amuzga (Ñomndaa), Mixtec (Na savi), Tlapanec (Me’phaa), and Nahua women by denying academic validity to their knowledge systems and worldview. Structural violence is deeply rooted in cultural and social constructs, resulting in everyday violence against spinners, weavers, and embroiderers from Indigenous communities across various domains. Globalisation has deepened these cultural divides, adding to those of class, gender, and racial identity, leading these women to experience “violent coexistence” as a naturalised phenomenon rooted in pre-Hispanic times. Although Indigenous women perform their productive activities within the private sphere, this in no way diminishes their knowledge and artistic work. Therefore, there is a call to recognise their epistemic value. From a postcolonial feminist perspective, which regards sensory experience as a basis for knowledge through observation and direct experience, this study introduces elements that contribute to the recognition and reclamation of Indigenous women’s knowledge from Guerrero. Here, their textile arts serve not to harm them, but rather to empower them epistemically and propel them forward in this new century
As teorias do conhecimento têm sido baseadas, durante séculos, em perspectivas eurocêntricas e masculinas. Assim, este estudo questiona o patriarcado, o racismo e o exercício da sexualidade, buscando demonstrar como questões de classe, contexto socioeconômico e, sobretudo, gênero influenciam a produção do conhecimento de forma unidirecional. É evidente que as concepções dominantes e as práticas de conhecimento omitem o direito de autoridade conceitual das mulheres Amuzgas (Ñomndaa), Mixtecas (Na savi), Tlapanecas (Me’phaa) e Nahuas, ao negar validade acadêmica aos seus saberes e à maneira como concebem o mundo a partir de sua cosmovisão. A violência estrutural tem raízes na cultura e na forma como se configura socialmente, o que faz com que as fiandeiras, tecelãs e bordadeiras de povos originários sofram violência cotidiana em diversas esferas. A globalização tem aprofundado as diferenças culturais, somando-se às de classe, gênero e condição racial, levando essas mulheres a assumirem a “convivência-violenta” como algo natural, que remonta à época pré-hispânica. Embora as mulheres indígenas realizem suas atividades produtivas na esfera privada, isso não diminui seus saberes e trabalhos artísticos, pelo que se busca o reconhecimento do seu valor epistêmico. A partir de uma perspectiva feminista pós-colonial, que considera a experiência sensorial como base do conhecimento por meio da observação e da experiência direta, este estudo introduz elementos que contribuem para a reivindicação e reapropriação dos saberes das mulheres indígenas de Guerrero, onde suas artes têxteis não as violentem, mas, epistemicamente, as empoderem e impulsionem neste novo século.
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