Brasil
This article analyzes meanings and practices of conjugality and affection experienced by trans women imprisoned in a male penitentiary. The discourses of the prison administration on the sexual and loving relationships in the LGBT wings are observed, as well as the trans women’s own narratives about their affairs and marriages. Articulating these two perspectives, the paper identifies how conjugalities are reinvented and mediated by the penitentiary system. Thinking of prison as a space that produces relationships, I propose to analyze how these marriages reshape the grammar of relationships in the context of the street, as well as the norms of gender and sexuality.
O artigo analisa sentidos e práticas afetivas e conjugais vivenciadas por travestis encarceradas em uma penitenciária masculina. São observados os discursos da administração prisional sobre os relacionamentos sexuais e amorosos na Alas LGBT, assim como as narrativas das próprias travestis sobre seus casos e casamentos. Articulando essas duas perspectivas, identifica-se como as conjugalidades são reinventadas e mediadas através do sistema penitenciário. Pensando a prisão como um espaço produtivo de relações, proponho analisar como esses casamentos redimensionam tanto a gramática das relações no contexto da rua como as normas de gênero e sexualidade.
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