Over the past 15 years, waxing (hair removal) studios have emerged in central Berlin and grown rapidly in number. Specializing in the “Brazilian method,” this beauty salon sector has increasingly been occupied by Brazilian migrants. In addition to being a simple hair removal service, I argue that the intimate work carried out in these salons encompasses an educational and even civilizing effort from the point of view of Brazilian depiladoras: The intimacy of their work allows for affective encounters in which Brazilian women are not seen merely as service providers. They embody the specialist in a form of beauty and femininity that is desired by German clients. Appropriating these rare moments of intimacy, Brazilian depiladoras act as educators not only for a more hygienic and more feminine corporeality but also for a more humanized sociality with the “other.” Based on long-term ethnographic research in Berlin, I discuss both the agency of beauty work and its limits within the coloniality of feminized and ethnicized labor.
Nos últimos 15 anos, waxing studios (estúdios de depilação) surgiram no centro de Berlim e cresceram rapidamente em número. Especializados no “método brasileiro”, esses salões de beleza constituem um setor de trabalho cada vez mais ocupado por migrantes brasileiras. Neste artigo, argumento que mais do que um serviço de remoção de pelos, o trabalho realizado nos salões possui dimensão educativa e civilizadora do ponto de vista das depiladoras brasileiras. A intimidade do trabalho possibilita encontros afetivos nos quais as brasileiras não são categorizadas como prestadores de serviço. Antes, passam a personificar a figura de especialista em um padrão de beleza desejado pelas clientes alemãs. Apropriando-se desses momentos de rara intimidade com as “outras”, mulheres da sociedade dominante, as depiladoras atuam como educadoras não só para uma corporalidade considerada mais higiênica e mais feminina, senão também para uma sociabilidade humanizado com o “outro”. Baseado em uma etnografia de longo prazo, discuto tanto os espaços de agência nesses relacionamentos temporários e frágeis dentro do ambiente de um trabalho altamente hierarquizado e estigmatizado quanto seus limites.
© 2001-2026 Fundación Dialnet · Todos los derechos reservados