Brasil
Este artigo parte do contexto dos movimentos sociais contemporâneos e tem como objeto empírico uma rede informal de ativistas jovens auto-referenciada como rolê feminista, cujas relações são norteadas por ideário associado à autonomia, ao faça você mesma e à horizontalidade. Tendo em vista as formas recentes de politização do gênero e da sexualidade, o artigo busca explorar os sentidos nativos atribuídos à autonomia. Assim, olhando para os discursos e práticas ativistas, discuto a sua materialização na prática da okupação e seus desdobramentos – como o escracho – no espaço público. Para tal, dialogo criticamente com a noção de “prefiguração”, apontando, à luz dos dados etnográficos, potencialidades e lacunas. Por fim, chamo atenção para a rentabilidade analítica de rolê frente aos limites da categoria movimento social no período pós-anos 2000.
This article starts from the context of contemporary social movements and has as an empirical object an informal network of young activists self-referenced as a feminist role, whose relations are guided by ideas associated with autonomy, do-it-yourself and horizontality. In view of the recent forms of politicization of gender and sexuality, the article seeks to explore the native meanings attributed to autonomy. Thus, looking at the speeches and activist practices, I discuss their materialization in the practice of okupation and its consequences - like the escracho - in the public space. To this end, I critically dialogue with the notion of “prefiguration”, pointing out, in the light of ethnographic data, potentialities and gaps. Finally, I would like to draw your attention to the analytical profitability of rolê against the limits of the social movement category in the post-2000 period.
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