Brasil
“O Tráfico de Mulheres” é provavelmente a primeira versão em língua portuguesa de um dos ensaios mais interessantes da mulher que certamente é a figura mais emblemática do anarquismo norte-americano: Emma Goldman. Pouco conhecida no Brasil, Goldman é uma das iconoclastas políticas mais duradouras do século passado. Suas críticas vivas tanto do nacionalismo e do capitalismo, quanto das utopias propostas por reformadores e revolucionários, parecem ganhar em relevância enquanto nos afastamos do século que Hobsbawm (1994) chama de “A Era dos Extremos”. Esse é particularmente o caso de “O Tráfico de Mulheres” que, embora escrito em 1910, continua a apresentar uma crítica relevante para a questão do “tráfico de pessoas” nas primeiras décadas do século XXI.
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