Brasil
Conhecida com uma das mais combativas militantes do movimento anarquista internacional, Emma Goldman, nascida em Kovno, na Rússia, em 1869, imigrada para os Estados Unidos na juventude, continua a nos surpreender pela ousadia das suas ideias e práticas. Intensidade na vida, calor e empenho dramático nas experiências vividas, Goldman renova e radicaliza as posições libertárias e feministas de sua época, destacando-se, segundo suas biógrafas, pela maneira como articula eros e política, em sua própria existência e em suas narrativas políticas ou autobiográficas (Ferguson, 2011; Falk, 1984). Em diferentes frentes de ataque à exploração capitalista, ao imperialismo e à opressão de gênero, ousa discutir assuntos até então pouco enunciados por mulheres, mesmo entre as feministas. O tráfico das “escravas brancas”, a prostituição, o casamento e o amor livre compõem um conjunto desses.
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