As teorias da performatividade queer, bem como as da performance ritual e da performance teatral, contribuem para o entendimento do gênero e da sexualidade. Cada um desses corpos de teoria, no entanto, sofre limitações que os outros corpos de teoria podem corrigir. Essas correções não têm aparecido mais porque poucos acadêmicos atravessam as fronteiras disciplinares. Os teóricos da performatividade queer concluem que a performance de gênero enquanto tal é paródica, carnavalesca ou de outra forma subversiva. Este artigo, baseado numa pesquisa etnográfica sobre a performance culinária da masculinidade na Argentina, questiona a performance de gênero enquanto ato subversivo, colocando-a, muitas vezes, como uma representação do privilégio.AbstractTheories of queer performativity, ritual performance, and staged performance all contribute to our understanding of gender and sexuality. Each body of theory, however, is limited in ways that the other bodies of theory can correct. These corrections have not been forthcoming because too few scholars read across disciplines. Queer performativity theorists have concluded that gender performance as such is parodic, carnivalesque, or otherwise subversive. I use ethnographic research on a culinary performance of masculinity in Argentina to argue that gender performance is not always a subversive act; sometimes it is an enactment of privilege.
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