Brasil
Este texto es el resultado de una reflexión interdisciplinar sobre la relación entre memoria y espacio geográfico. Desde un levantamiento y una análisis bibliográficos, y partiendo de una perspectiva histórico-materialista, defiendese la tesis de que las cosas objetivas creadas por el hombre a través de su trabajo, y el espacio que constituye el conjunto de estos objetos, encarnan las relaciones sociales y son capaces de absorber sus significados. Estos objetos y el espacio funcionan como los grandes referentes de la memoria individual y colectiva. Sin embargo, cuando se toma como mercancía, las cosas y el espacio ya no lo son estas referencias, lo que lleva a la conclusión de que existe una división entre la particularidad del objeto/espacio-como-memoria y la generalidad del objeto/espacio-como-mercancía.
Este texto resulta de reflexão interdisciplinar sobre a relação entre memória e espaço geográfico. A partir de levantamento e análise bibliográfica, e partindo de uma perspectiva histórico-materialista, defende-se a visão segundo a qual as coisas objetivas criadas pelo homem através de seu trabalho, e o espaço que é constituído pelo conjunto desses objetos, são fortemente absorventes de significados, sendo neles corporificadas as memórias e as relações sociais. Elas funcionam como referenciais da memória individual e coletiva. Contudo, quanto tomados como mercadorias, as coisas criadas pelo homem e o espaço geográfico deixam de ser esses referenciais, levando a concluir que existe uma clivagem entre a particularidade do objeto/espaço-como-memória e a generalidade do objeto/espaço-como-mercadoria.
This article comes from an interdisciplinary reflection about the relationship between memory and geographic space. Based on a bibliographic survey analysed through a historical-materialist perspective, we defend the view that the objective things created by humans through work, and the space that is constituted by the set of these objects, absorb the social meanings and incorporate the collective memories. They work as the great references of individual and collective memory. However, when approached as commodities, man-made things and geographical space cease to be these references, leading to the conclusion that there is a separation between the particularity of the object/space-as-memory and the generality of the object/space-as- commodity.
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