[2]
Brasil
Canadá
Este documento presenta primero las formas en que el gobierno del presidente Jair Bolsonaro emplea estrategias discursivas securitizadas que configuran la respuesta nacional de Brasil al COVID-19 como una cuestión de defensa y no de salud pública. A partir de esto, preguntamos: ¿qué significa hablar sobre el virus y las formas de enfrentarlo a través de los encuadramientos de guerra? Argumentamos que el gobierno de Bolsonaro encuadro la pandemia de COVID-19 como una amenaza extraterritorial, buscando crear estabilidad interna, sin lograr abordar el problema de manera efectiva. Tales encuadramientos espaciales motivados políticamente inhiben una respuesta efectiva en Brasil y representan una seria amenaza para la salud pública. Una vez que COVID-19 ha sido securitizado, la respuesta es encuadrada por la burocracia militar y no por los funcionarios de salud pública, lo que resulta en consecuencias peligrosas.
This commentary first documents the ways in which President Jair Bolsonaro’s administration has evoked securitized discursive strategies that frame Brazil’s national response to COVID-19 as a matter of defense instead of public health. We then ask: What does it mean to talk about the virus and the ways to address it through war-framings? We argue that the Bolsonaro administration has framed the COVID-19 pandemic as an extra-territorial threat in an effort to create internal stability while failing to handle the matter effectively. Such politically motivated spatial framings inhibit an effective response in Brazil and pose a severe threat to public health. Once COVID-19 becomes securitized, the response is framed by the military bureaucracy rather than public health authorities, resulting in dangerous consequences.
Este trabalho apresenta primeiramente as formas pelas quais o governo do presidente Jair Bolsonaro emprega estratégias discursivas securitizadas que moldam a resposta nacional do Brasil à COVID-19 como uma questão de defesa e não de saúde pública. A partir disso, perguntamos: o que significa falar sobre o vírus e formas de enfrentá-lo através de enquadramentos de guerra? Argumentamos que o governo Bolsonaro enquadrou a pandemia da COVID-19 como uma ameaça extraterritorial, buscando criar estabilidade interna, ao mesmo tempo em que não conseguiu lidar com o assunto de maneira eficaz. Tais enquadramentos espaciais com motivação política inibem uma resposta efetiva no Brasil e representam uma séria ameaça à saúde pública. Uma vez que a COVID-19 foi securitizada, a resposta é enquadrada pela burocracia militar e não pelas autoridades de saúde pública, resultando em consequências perigosas.
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