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“A solidão é a tinta da viagem”: experiências migrantes na narrativa brasileira contemporânea

    1. [1] Universidade Federal de Goiás

      Universidade Federal de Goiás

      Brasil

  • Localización: FronteiraZ, ISSN-e 1983-4373, Nº. 33, 2024 (Ejemplar dedicado a: Estética e romance: a profanação como procedimento), págs. 66-86
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • “Loneliness is the ink of the journey”: migrant experiences in contemporary Brazilian narrative
  • Enlaces
  • Resumen
    • English

      The aim of this article is to analyze two aspects of the novels Simpatia pelo demônio (2016), by Bernardo Carvalho, and A noite da espera (2017), by Milton Hatoum: migratory/exilic displacements and traces of barbarity in their social and personal dimensions. The works address the experience of displacement with its tensions and subjectivities, highlighting the notion of foreignness beyond the territorial dimension (Canclini, 2016). In Carvalho's work, the perspective is that of a foreigner who crosses countries in an attempt to combat terrorism in the world amidst the vicissitudes of his own conflicted identity. In Hatoum's work, the perspective is that of an exiled subject who writes and recovers his memory to elaborate on the past and try to move forward. These two perspectives complement each other, as they reflect the plurality of migrant narratives.

    • português

      O objetivo deste artigo é analisar dois aspectos nos romances Simpatia pelo demônio (2016), de Bernardo Carvalho, e A noite da espera (2017), de Milton Hatoum: deslocamentos migratórios/exílicos e rastros da barbárie em sua dimensão social e pessoal. As obras tratam da experiência do deslocamento com suas tensões e subjetividades, colocando em evidência a noção de estraneidade para além da dimensão territorial (Canclini, 2016). Na obra de Carvalho, a perspectiva é a do estrangeiro que cruza países na tentativa de combater o terrorismo no mundo em meio às vicissitudes da própria identidade em conflito. Na obra de Hatoum, o olhar é o de um sujeito exilado que escreve e realiza um resgate da memória para elaborar o passado e tentar seguir em frente. Essas duas perspectivas se complementam, na medida em que refletem a pluralidade das narrativas migrantes.


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