O texto propõe trabalhar sobre a dimensão sonora da voz mobilizada no acalanto como abertura para a linguagem. A partir do conflito transmitido pela voz materna, retomamos a tese de Vives de que a linguagem se situa numa tensão, nunca apaziguada, entre sentido e musicalidade, utilizando como aporte teórico Freud, Lacan, Didier-Weill, Maliska, Orrado e Vives, entre outros. Metodologicamente, realizaremos uma discussão teórica sobre a relação entre voz, corpo, invocação e linguagem no acalanto a partir de um exemplo ilustrativo do Autoacalanto, canção composta por Caetano Veloso para o neto, Benjamin. Nela o compositor e avô se pregunta: O que é mesmo que isso me ensina? Tal questionamento tange nosso ouvido musical e nos faz pensar na voz cantada no acalanto como possibilidade de laço, inserindo a criança no discurso e na linguagem.
This text aims at discussing the sound dimension of the voice mobilized in a lullaby as an opening for language. Based on the conflict conveyed by the mother’s voice, we resume Vivès’ thesis that language is situated in a tension area, never pacified, between sense and musicality, by using as theoretical background concepts developed by Freud, Lacan, Didier-Weill, Maliska, Orrado and Vives, among others. Methodologically, we will conduct a theoretical discussion about the relationship among voice, body, invocation, and language in a lullaby based on an illustrative example of Autoacalanto, a song composed by Caetano Veloso for his grandson, Benjamin. In it the composer and grandfather asks himself: What does this really teach me? This questioning touches our musical ear and makes us think of the voice sung in a lullaby as a possible bond, inserting the child in discourse and language.
© 2001-2026 Fundación Dialnet · Todos los derechos reservados